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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -Plano de Mineração do Estado do Pará será lançado em 14 de abril

Lucas Prado KallasSerá lançado oficialmente no próximo dia 14 de abril, às 19h, no Espaço São José Liberto, o Plano de MINERAÇÃO do Estado do Pará, o primeiro a ser elaborado no país após a edição do documento do Governo Federal. Coordenado pela nova titular da Secretaria de Indústria Comércio e MINERAÇÃO (Seicom), Maria Amélia Enriquez, o documento traça um perfil do setor mineral do Pará, sugere políticas públicas, fatores plenos de governança, entre outros objetivos, e ainda tem foco no conhecimento de nossas potencialidades e oportunidades minerais, voltados a melhoria das condições econômicas, sociais e ambientais.
O Plano assegurou a participação de atores e segmentos, direta e indiretamente envolvidos com o cenário de MINERAÇÃO no estado, com a realização de treze oficinas temáticas, na capital e principais cidades minerárias, e discussões que remeteram às contribuições de empresas, setor público, lideranças políticas, sindicais e organizações da cadeia econômica.
O estado do Pará abrange 14,6% do território nacional, abriga 4% da população brasileira e é o segundo estado minerador do Brasil, superado somente por Minas Gerais. Entre 1980 a 2012, a venda externa de metais e minerais extraídos gerou ao país divisas da ordem de US$ 150 bilhões. O peso da indústria mineral no PIB do Pará é de 26,3%, sendo que 23,5% deve-se à indústria extrativa e 2,9% à indústria de transformação. Muito embora seja pequena a participação nos empregos diretos, em torno 3,3%, dos quais 1,5% na indústria extrativa e 1,8% na de transformação, os empregos totais gerados a partir dos investimentos em MINERAÇÃO se multiplicam por quatro, quando são considerados os empregos indiretos, os induzidos, e os da infraestrutura de apoio.
Os dados são suficientes para afirmar que o setor mineral tem potencial para contribuir decisivamente com o desenvolvimento local e regional, constituindo-se em uma plataforma de oportunidades para alavancagem de ações estratégicas, desde que haja compreensão mínima sobre os temas complexos do setor, a partir de uma diretriz alicerçada nos três Cs - consenso, cooperação e comprometimento - entre os atores que regulam, atuam e convivem com a MINERAÇÃO, nesse Estado.
Dessa forma, o setor mineral do Pará, entendido como um conjunto de atividades que abrange desde a prospecção (pesquisa mineral), a lavra (extração mineral), o beneficiamento, até a transformação mineral, com a elaboração de produtos finais, passa a contar com uma importante ferramenta de planejamento que indica diretrizes, estratégias e ações definidas pelo Governo do Pará, para nortear os programas necessários ao desenvolvimento do Estado, a partir de sua plataforma mineral.
Assim, o principal objetivo do PEM-2030 é servir de instrumento de planejamento para a gestão dos recursos minerais, com base no uso sustentável e na agregação de valor aos minérios e ao território, a fim de promover a competitividade e combater a pobreza e a desigualdade no Pará, por intermédio da geração de emprego, renda e multiplicação de oportunidades.

Agência Pará de Notícias

Blog Lucas Prado Kallas -Alcoa em Juruti é referência em mineração sustentável

Lucas Prado KallasExpoente da MINERAÇÃO no Pará, o município de Juruti, no oeste do estado, celebrará 131 anos de fundação nesta quarta-feira, dia 9 de abril. O município é sede de uma unidade de MINERAÇÃO de bauxita da Alcoa, empresa líder de mercado, que completará cinco anos de operações na localidade este ano. A presença da mineradora trouxe para a região a oportunidade de crescer com suas riquezas e identificar novos caminhos para o desenvolvimento, valorizando suas duas principais vocações: a MINERAÇÃO e a agricultura.
Na busca diária pela excelência e sucesso do negócio, em meio ao cenário desfavorável de crise global que ainda impacta o mercado do alumínio e o alto custo da energia no Brasil, a Alcoa tem cumprido o compromisso de operar um empreendimento no coração da Amazônia em harmonia com as pessoas que vivem na localidade e com o meio ambiente, consolidando-se como uma das empresas com melhores práticas de responsabilidade socioambiental na região. Em 2013, a Alcoa foi reconhecida - pela sétima vez - como uma das empresas-modelo do Guia Exame de Sustentabilidade. No ranking, a Companhia ficou em primeiro lugar no seu setor de atuação e também na categoria Relação com os Fornecedores.
A Alcoa desenvolve em Juruti uma série de programas que integram o Plano de Controle Ambiental (PCA) e beneficiam a comunidade, atuando em áreas como educação patrimonial, manejo florestal, agricultura familiar, capacitação de mão de obra, entre outros. Além disso, suas operações são conduzidas sob os mais rígidos controles socioambientais. A etapa de reabilitação das áreas mineradas, por exemplo, tem se destacado com a aplicação do método de nucleação.
Restauração natural - A Alcoa aplica nas áreas mineradas uma metodologia que induz a restauração natural, especialmente considerando as características das chuvas amazônicas, buscando recriar um ambiente com ecossistema semelhante ao original. O processo consiste em depositar nas áreas montes de galhos, sementes e solo orgânico, que produzem uma base natural para o desenvolvimento de espécies de flora e fauna, através da captura e infiltração de água rica em nutrientes no solo.
Mais do que reabilitar as áreas mineradas, a Alcoa viu nesta atividade uma oportunidade de geração de renda adicional aos comunitários da região. "As mudas que utilizamos na reabilitação das áreas são cultivadas por produtores de quatro associações, que reúnem ao todo 16 comunidades da região de Juruti Velho. Além de ser uma fonte de renda alternativa para estes comunitários, optamos por utilizar espécies florestais nativas de interesse social que contribuem também para o enriquecimento da área no futuro", conta Pedro Pinto, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Alcoa Juruti. As comunidades são capacitadas e contam com a assistência técnica com investimentos da Alcoa para o cultivo de mudas de espécies florestais, frutíferas e ornamentais. De 2008 a 2013, 322.907 mudas já foram compradas pela Companhia, gerando aproximadamente R$ 568 mil em renda para quatro associações representantes dos produtores engajados no programa. Entre as espécies cultivadas estão o ipê-roxo, castanheira, itaubeira, seringueira, jatobazeira, entre outras.
O reflorestamento das áreas ocorre simultaneamente ao avanço das frentes de lavra e todo o trabalho de reabilitação é monitorado periodicamente para acompanhar e avaliar as evoluções do processo. "Realizamos também monitoramentos periódicos de diversos fatores dos meios físico e biótico, que resultam em dados ambientais sobre a área de influência da Mina. Isso permite que possamos acompanhar a resposta da qualidade ambiental, facilitando ainda a identificação de aspectos ambientais, tratando-os para que não causem possíveis impactos sobre a água superficial e subterrânea, o ar, o clima, a fauna e a flora, além dos níveis de ruído. Todas essas análises são acompanhadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA)", completa Pedro Pinto.
Valorizando Juruti - O mesmo cuidado que a Empresa demonstra com a natureza, é também presente em sua relação com as pessoas da região. Para estimular o desenvolvimento local, a Alcoa aposta no trabalho conjunto com o Poder Público, SENAI e outras importantes instituições parceiras, de nível regional e nacional, a fim de promover a melhoria da qualidade de vida da população. "Nós acreditamos no potencial de Juruti e queremos avançar junto com o município. Investir no desenvolvimento da cidade e da população, trabalhando de forma parceira com o Poder Público e outras instituições, é parte de nosso compromisso e um Valor para nós", avalia Claudio Vilaça, gerente geral da Alcoa Mina de Bauxita de Juruti.
A parceria está presente em todas as suas ações em benefício da comunidade, garantindo a continuidade e a manutenção das iniciativas, como as melhorias resultantes da Agenda Positiva - conjunto de obras de infraestrutura, saúde, educação, assistência social, segurança e cultura voltados à qualidade de vida da sociedade jurutiense - desenvolvida em conjunto com a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e a comunidade em geral. A Agenda Positiva, por exemplo, fortaleceu a saúde pública do município e garantiu mais salas de aula na cidade e melhores vias de acesso às comunidades rurais. "A Alcoa trouxe grande desenvolvimento para minha terra e eu estou muito satisfeito. Juruti não tinha o desenvolvimento que temos hoje. A cidade está muito bem", comenta o aposentado jurutiense Zaqueu Bruce.
O município ganhou também com a oferta de oportunidade de emprego e formação profissional de qualidade na própria região. Como um dos resultados, o alto índice de paraenses no efetivo da Alcoa: cerca de 75% dos funcionários têm origem no Pará. Desde 2006 a parceria Alcoa e Senai vem investindo na oferta de cursos profissionalizantes no município, que já formaram cerca de 3.400 pessoas, nos mais de 70 tipos de cursos disponíveis, em 205 turmas e totalizando 36.334 horas/aula. No Programa de Formação de Operadores e de Mão de Obra de Manutenção, foram mais de 200 formados, sendo 90% de Juruti e região. Destes, 54% foram absorvidos pela Companhia. Além disso, a unidade de Juruti é destaque em empregabilidade de mulheres. Elas que estão à frente de 45% das posições técnicas, de engenharia e liderança. A aposta da Alcoa na valorização da diversidade e no potencial da mão de obra feminina rendeu no último ano - pela segunda vez consecutiva - o reconhecimento da Alcoa como a Melhor Empresa para Mulher Trabalhar no Brasil , de acordo com a pesquisa do Instituto Great Place to Work. Além disso, a Alcoa também recebeu o Catalyst 2013, prêmio internacional que homenageia ações inovadoras relacionadas à contratação, formação e promoção de mulheres no trabalho.
A Alcoa também movimenta a economia local. Em 2013, investiu R$ 157 milhões em compras de fornecedores paraenses, das quais 95% foram feitas na região oeste do Estado. Deste montante, só em Juruti foram R$ 88 milhões em compras, o que representa 56% do valor total investido no Pará. A fim de fortalecer a cadeia de fornecedores locais por meio da otimização e qualidade dos serviços prestados, a Companhia apoia o programa REDES/Fiepa, que contribui com a qualificação de fornecedores e o desenvolvimento de boas práticas de gestão de negócios, além da adequação aos padrões de saúde, segurança e meio ambiente do mercado.
Para o deputado Raimundo Santos, presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da MINERAÇÃO no Estado do Pará, Juruti constrói hoje um legado pautado pela sustentabilidade em benefício desta e das próximas gerações. "O povo jurutiense está vendo que as suas riquezas hoje estão sendo aproveitadas em favor do país e em favor de suas próprias famílias. A implantação da Alcoa em Juruti tem tido efeito multiplicador em todas as cadeias produtivas, impulsionando a economia local, da circunvizinhança e porque não dizer, do país. Juruti está fazendo um belo trabalho e sua população está de parabéns, pois têm o seu lugar de destaque garantido na região", finalizou o parlamentar.

A Critica online


sexta-feira, 21 de março de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -Liebherr renova parceria com Immersive em mineração

Lucas Prado KallasA Liebherr, fabricante de equipamentos industriais para construção e mineração, renovou a parceria para continuar presente na linha de simuladores da Immersive Technologies voltados para a indústria de mineração. As empresas trabalham juntas nessa linha há dez anos, e o novo contrato renova a parceria por mais cinco anos.
De acordo com o novo contrato, a Immersive desenvolverá kits de treinamento específicos para os equipamentos de mineração da Liebherr.
A Liebherr considera essa parceria essencial para o desenvolvimento de simuladores para os equipamentos da marca, para que eles alcancem um alto nível de qualidade no treinamento efetivo de operadores de equipamentos. Isso também assegura que os usuários de simuladores possam alcançar os resultados mensuráveis no site da mina, por meio de treinamento dos operadores para que eles alcancem altos níveis de segurança e produção.
“A estratégia inovadora de desenvolvimento de produtos da Immersive Technologies está bem alinhada com nossos próprios valores. Essa cooperação proporciona valor aos nossos clientes, uma vez que permite desenvolver produtos mais competitivos e contribui para a segurança dos operadores e outro pessoal no local. A Immersive é líder de mercado nessa indústria e muitos dos nossos clientes incentivam essa parceria, para que possamos continuar desenvolvendo produtos para toda nossa gama de equipamentos”, disse Joerg Lukowski, vice-presidente de Vendas e Marketing da Liebherr para o setor de Mineração.
“Essa aprovação é baseada na confiança e credibilidade que a Immersive Technologies oferece com seus produtos de simulação e nós estamos muito orgulhosos de pelo fato de que a parceria com a Liebherr continuará por mais cinco anos”, disse Peter Salfinger, CEO da Immersive Technologies.
Immersive Technologies tem acordos técnicos e de licenciamento exclusivos com outras três fabricantes de equipamentos originais (OEM) do setor de mineração: Caterpillar, Hitachi, Komatsu.
Immersive Technologies é considerada a maior fornecedora mundial de simuladores para indústria de mineração de superfície e subterrânea. Os Simuladores de Equipamento Avançados ajudam as companhias de mineração a aumentar a segurança de seus operadores e a rentabilidade em áreas de mineração por meio de treinamento simulado.
No Brasil, a Liebherr emprega 1.300 pessoas na unidade de Guaratinguetá (SP), onde produz, desde 1974, escavadeira sobre esteiras, escavadeiras sobre pneus, pás carregadeiras, betoneiras, guindastes de torre. Na mesma cidade, o grupo produz peças para aeronaves na Liebherr Aerospace Brasil, desde 2005, segundo o website da empresa.

Notícias de Mineração Brasil

quarta-feira, 19 de março de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -Anglo estuda utilização de escória na produção de asfalto

Lucas Prado KallasA Anglo American está estudando formas de reaproveitar a escória descartada de sua operação de níquel, em Niquelândia (GO), como substituto de insumos para a produção de asfalto. O primeiro teste já foi feito no estacionamento da unidade de níquel Codemin, em Niquelândia.
O trabalho “Estudos para Utilização de Escória de Ferroníquel das Plantas de Barro Alto e Codemin na Construção Civil” está sendo desenvolvido parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) do Rio de Janeiro.
De acordo com Marcelo Galo, gerente de meio ambiente da unidade de negócio Níquel, Nióbio & Fosfato da mineradora, essa escória já é utilizada pela indústria cimenteira, mas em pequena escala. Com isso, a maior parte do resíduo gerado pela indústria de níquel fica depositada ao lado da usina.
Galo explica que o resíduo gerado não traz riscos ao meio ambiente, mas que a companhia quer encontrar uma solução para esse passivo que é gerado.
Já foram realizados vários testes físico-químicos nos laboratórios do IME para avaliar o potencial da utilização desse resíduo. Os testes realizados consistiram em utilizar 40% de escória de ferroníquel no revestimento asfáltico e 30% na base de um pavimento asfáltico de uma área de 3.000 m² na Codemin.
A escória é utilizada em na mistura asfáltica como substituição parcial da brita na pavimentação de estradas e ruas. Também está sendo estudada a possibilidade de utilização da escória na construção civil. A escória pode sair com a mesma granulometria da areia e pode substituir parcialmente o uso na fabricação de blocos de concreto.
Quando o estudo se transformar em negócio, ele poderá contribuir para a diminuição da extração de minerais utilizados na construção civil, como brita e areia, além de dar um melhor destino para os passivos ambientais gerados pela indústria, ressaltou Marcelo Galo.
Ainda não é possível contabilizar por quanto o material seria vendido e qual a economia que as fabricantes de asfalto ou materiais de construção teriam caso optem por utilizar a escória. Segundo o gerente, isso ainda será estudado em uma próxima etapa do projeto.
“O que procuramos é a viabilidade do uso. Depois [o projeto] terá que passar por uma análise comercial”, disse Galo, ressaltando que o maior objetivo do projeto é buscar uma solução ecologicamente correta para o passivo ambiental. Mas ele afirma que a alternativa é competitiva, o que trará uma grande vantagem para a indústria, além de ter o apelo ambiental.

Notícias de Mineração Brasil


sexta-feira, 14 de março de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -IBRAM apoia Seminário “Mineração: Tecnologia, Produtividade e Sustentabilidade”

Lucas Prado KallasO Ministro Finlandês de Meio Ambiente Sr. Ville Niinistö, juntamente com uma comitiva de onze empresas finlandesas líderes em tecnologia de mineração participará, no dia 3 de abril, do Seminário “Mineração: Tecnologia, Produtividade e Sustentabilidade”. O evento, que conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM – www.ibram.org.br), será realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em Belo Horizonte (MG).
A preocupação com as questões ambientais e sociais tornou-se cada vez mais importante no setor de mineração em todo o mundo. A altamente desenvolvida indústria finlandesa de tecnologia da mineração está empregando grande esforço no desenvolvimento de novas tecnologias e procedimentos sustentáveis visando alta produtividade. A Finlândia é um dos países que mais investe em pesquisa (4% do PIB), desenvolvimento e inovação tecnológica no mundo e tem conseguido aliar aumento de produção industrial com simultânea redução de emissões ambientais, através do desenvolvimento de tecnologias limpas.
A realização do Seminário tem como principais objetivos destacar soluções sustentáveis que possuam conexão com o desenvolvimento da indústria de mineração brasileira. O evento contará com tradução simultânea e, ao final, haverá oportunidade de realização de reuniões individuais com as empresas apresentadoras.
O Diretor de Assuntos Minerários do IBRAM, Marcelo Ribeiro Tunes conta que, desde 2013, quando a representação comercial finlandesa no Brasil se aproximou do IBRAM no sentido de verificar a possibilidade de realização de um seminário, o IBRAM acatou e aceitou a ideia com muito entusiasmo, dado o notório conhecimento que a Finlândia tem em relação à sustentabilidade na mineração. “A importância do evento é difundir ainda mais os conhecimentos específicos da indústria Finlandesa. Com isso, esperamos aumentar a possibilidade de intercâmbio comercial. É preciso lembrar também que as empresas finlandesas possuem importantes investimentos em indústria no Brasil e empregam, apenas em nosso País, cerca de 21 mil trabalhadores”.
Entre os palestrantes confirmados estão: Olavo Machado Junior, Presidente da FIEMG, José Fernando Coura, Diretor-Presidente do IBRAM, Ville Niinistö, Ministro de Meio Ambiente da Finlândia, Sérgio Augusto Dâmaso de Sousa, Diretor-Geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Paulo Sérgio Machado Ribeiro, Subsecretário de Política Mineral e Energética da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.
Participarão do seminário as seguintes empresas: Ab Nanol Technologies Oy, Centre For Measurement And Information Systems (Cemis), Kemira Chemicals, Kopar Oy, Metso Brasil Indústria & Comercio Ltda, Normet Do Brasil, Outotec, Premix Oy, Antasalo Moventas – Moventas Brazil Ltda., Sleipner Finland Oy e Vtt & Vtt Brasil.
Serviço:
Seminário“Mineração: Tecnologia, Produtividade e Sustentabilidade”
Data: 3 de Abril de 2014
Local: FIEMG – Belo Horizonte (MG)
Informações: (31) 3444-4794 - etica@uaigiga.com.br


IBRAM – Profissionais do Texto

quinta-feira, 6 de março de 2014

Mineração gera mais de 270 mil empregos no Pará

Lucas Prado KallasO setor de mineração no Estado do Pará foi responsável pela geração de 271 mil empregos diretos e indiretos em 2013. Segundo o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), há uma demanda de 99 mil novos postos de trabalho devido à expansão e a instalação de novos projetos de mineração no Estado. Os números apontam a mineração como uma das maiores impulsionadoras da geração de empregos na região.
De acordo com o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior, serão investidos em torno de US$ 47 bilhões na mineração paraense até 2017. “As possibilidades no mercado de trabalho são amplas e diversas no setor mineral. O segmento precisa do chaveiro ao engenheiro de Minas. O fato é que não faltarão oportunidades na mineração, mas é preciso estar preparado para atender um mercado que, a cada dia, torna-se mais amplo e exigente no quesito qualificação profissional”, disse.
Entre os projetos de mineração que devem gerar novos postos de trabalho está o Alumina Rondon, localizado no município de Rondon do Pará. Com previsão de início da operação em 2017, o empreendimento deve gerar, em média, 6 mil postos de trabalho na fase de implantação e 1,6 mil na operação.
A expansão da Sinobras, siderúrgica de aço de Marabá, também impactará, positivamente, no surgimento de novas oportunidades. Com um incremento de cerca de 360 mil toneladas de aço, alcançando cerca de 800 mil toneladas por ano, a companhia gerará cerca de 1,7 mil empregos diretos e 10,5 mil indiretos.
De acordo com o presidente do sindicato, a capacitação profissional está entre as prioridades do setor. Ele afirmou que as companhias investem em programas de formação profissional, direcionados tanto ao jovem aprendiz quanto ao trainee e funcionário. “Para isso, as empresas mineradoras têm parcerias importantes com instituições de ensino, tanto locais como no Brasil e exterior, e com institutos, a exemplo do Senai, que tem sido fundamentais na qualificação profissional, especialmente, no interior do estado”, disse Gomes Júnior.
A mineração é, também, o principal produto da pauta de exportação no Pará. Segundo levantamento do Simineral, dos US$ 15,8 bilhões em exportações totais do Estado em 2013, as indústrias de mineração e transformação mineral responderam por 88% deste valor. Juntas, exportaram US$ 13,9 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense. As informações são do Diário do Pará.

Notícias de Mineração Brasil

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -MMX, de Eike, busca sócio para mineração

lucas prado kallasCom a conclusão da venda do porto Sudeste, a MMX, de Eike Batista, está concentrando seus esforços em encontrar um sócio para seus negócios de mineração, afirmou ontem o presidente da companhia, Carlos Gonzalez. Segundo ele, a busca por parceiros está em fase avançada e o negócio deve ser fechado ainda no primeiro semestre. "Tivemos a grata surpresa de ter bastante propostas. Algumas delas já estão em fase de auditoria [due diligence]", disse o executivo em teleconferência.

Ontem, a companhia concluiu a venda de uma fatia de 65% do Porto Sudeste, principal ativo da companhia, para a Impala, uma divisão da holandesa Trafigura, e para a Mubadala, uma empresa de investimentos de Abu Dhabi, por US$ 400 milhões.

Na operação, os dois novos controladores do porto assumiram a dívida bancária de R$ 1,3 bilhão da MMX, deixando o negócio de mineração praticamente sem passivos, o que diminui o risco para interessados no negócio, afirmou Gonzales.

A MMX tem um projeto de mineração em Serra Azul, já operante, e cuja fase de expansão - que levaria a produção de 15 milhões de toneladas para 29 milhões - está parado por falta de recursos. A empresa tem os direitos minerários da cidade mineira de Bom Sucesso, mas que ainda não saíram do papel.

No Porto do Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), os novos sócios já aportaram quase US$ 100 milhões dos US$ 400 milhões totais da operação desde o fim do ano passado para que as obras não fossem interrompidas, disse Mariano Marcondes, membro do conselho do Porto Sudeste ao Valor. "A gente pagou alguns juros devidos, para que não houvesse atrasos na obra", explicou o executivo.

Os dois novos sócios têm participações iguais no consórcio que formaram para adquirir o controle do porto, mas a operação ficará a cargo da Impala, que já atua nesse segmento em 30 países. O conselho do Porto Sudeste do Brasil terá sete conselheiros: três representantes da Impala, três da Mubadala e um da MMX, que segue com os 35% restantes no negócio.

O executivo afirmou que a previsão para o início da operação do porto permanece para agosto deste ano. A meta é embarcar um total de 7 milhões de toneladas de minério ainda em 2014, vindos principalmente da MMX. Esse montante que deve passar para entre 34 milhões e 36 milhões já no próximo ano. Para 2015, a estimativa é que a capacidade total de embarque chegue a 50 milhões.

Hoje, o porto tem contratos assinados com a MMX, de 7 milhões de toneladas, com opção de mais 6 milhões; e com a Mineração Usiminas (Musa), de 12 milhões de toneladas. Os novos controladores já estão em conversas com outros possíveis interessados em embarcar minério no porto. Sem revelar nomes, Marcondes diz que são empresas de pequeno e médio porte.

O conselheiro disse que 75% dos investimentos de R$ 4 bilhões previstos para a primeira fase do porto já foram executados. Os cerca de R$ 1 bilhão restantes serão empenhados até o início da operação do porto. Uma segunda fase do projeto, para atingir a capacidade de 100 milhões de toneladas, já está nos planos, mas ainda em fase de avaliação. Segundo Marcondes, as empresas examinando o orçamento dessa possível expansão e não há cronograma fechado para que ela ocorra.

Questionado se prevê contratar novas dívidas, o executivo afirmou que a previsão é que isso só ocorra na eventual expansão. "A gente hoje está bem equacionado com o capital que vai colocar no porto, já para a expansão é outra coisa", afirmou. Marcondes preferiu não dar detalhes sobre a reestruturação da dívida bilionária assumida da MMX no negócio, alegando motivos contratuais. O conselheiro se limitou apenas a dizer que a renegociação com credores envolveu a extensão de prazos para pagamento.

A conclusão da venda impulsionou os papéis da MMX na bolsa. Ontem, as ações terminaram o dia em alta 5,28%, a R$ 3,19.

Fonte: Valor Econômico/Marta Nogueira e Natalia Viri | Do Rio e de São Paulo


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Mineradora Zamim obtem licença para dragar local do novo porto

Lucas Prado KallasA Zamin Amapá, sistema integrado pela mina em Pedra Branca do Amapari,  pela a Estrada de Ferro do Amapá e operação do porto em Santana, recebeu a licença ambiental do Instituto de Meio Ambiente do Amapá (IMAP) para realizar o processo de dragagem em sua área portuária. A operação visa aumentar a segurança no local e garantir o sucesso na operação de instalação de uma plataforma elevada  que será fixada no fundo rio (Jack-up) e permitirá a atracação dos navios, substituindo o antigo píer flutuante.
Para instalação desses novos equipamentos a empresa segue todas as medidas de segurança para que o Porto seja ainda mais seguro e moderno. Umas das medidas é a construção de uma parede diafragma (muro de contenção) ao longo da margem do Rio Amazonas, dentro da área da empresa. A previsão é de que no segundo semestre de 2014 o píer esteja funcionando. Tal previsão dependerá também das licenças que deverão ser obtidas até o período.
 Para o Gerente Geral de Logística da Zamin Amapá, Mivaldo Paz, a licença fornecida para a empresa é um importante passo na construção do novo Porto. “O processo de dragagem é importantíssimo para nós já que possibilitará um avanço em diversos aspectos operacionais, entre os quais, o aumento na segurança, maior valor da empresa”, afirma Mivaldo.
 Até o momento, os embarques têm sido feitos por meio de barcaças que atracam no píer fixo da Zamin Amapá, onde foram instaladas correias transportadoras. As barcaças fazem o transbordo (transferência do minério para um navio maior) para embarcações localizadas, simultaneamente, em dois pontos distintos: o primeiro, na Companhia das Docas de Santana (CDSA) e, o segundo, próximo ao balneário da Fazendinha, onde ficam ancoradas.
Grupo Zamin
A Zamin é um conglomerado independente global de mineração com ativos na América do Sul, África, Austrália e Ásia. O grupo Zamin está no Brasil desde 2005, operando  as minas  Susa no Rio Grande do Norte  e Greystone, na Bahia .No Amapá, a Zamin já opera a Zamapá Mineração desde 2011. Com a aquisição do Sistema Amapá, que passou a se chamar Zamin Amapá, o atual portfólio de ativos do Grupo será fortalecido com o principal empreendimento do grupo na produção de ferro.

Amapá Online


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Pará terá instituto de pesquisa mineral

lucas prado kallaslucas prado kallasAté o fim de 2014, o Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senai), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), irá investir cerca de dois bilhões de reais para criar laboratórios de inovação por todo o Brasil. Até agora, 25 estão previstos. Os Institutos Senai de Inovação (ISIs) fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, executado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com recursos próprios e do BNDES, e que tem o objetivo de estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico da indústria.
Os institutos funcionarão como uma grande rede de pesquisa e produção de conhecimento voltados para a inovação na indústria brasileira. Para isso, cada um deles atuará em uma área específica, direcionada ao potencial do Estado em que estiver instalado. Em Goiás, por exemplo, o ISI atuará na área de logística; no Mato Grosso, com biomassa; no Rio Grande do Sul será com engenharia de polímeros; microeletrônica no Amazonas e assim por diante.
No Pará, a área de atuação do instituto será em tecnologias minerais. O coordenador do instituto no Pará, Alexandre Mesquita, conta que a ideia é desenvolver métodos inovadores e novas tecnologias voltadas a pesquisas geológicas - que posteriormente serão aplicados nas indústrias do Pará e outros estados.
Todos os detalhes sobre o Instituto Senai de Inovação constam na terceira edição do Anuário Mineral do Pará, que será lançado no dia 13 de março pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), no Espaço São José Liberto.
Com o tema “Mineração sustentável. Um legado para a nossa gente”, a publicação traz edição bilíngue, com tradução para o inglês. Além de traçar uma radiografia completa do setor mineral, a publicação conta com dois capítulos especiais: o de sustentabilidade e o dos pioneiros na mineração paraense.
No capítulo de sustentabilidade poderão ser conferidos os projetos e ações socioambientais das empresas associadas ao Simineral. Já o capítulo dos pioneiros retrata a saga dos desbravadores, que relatam os detalhes da descoberta das primeiras jazidas minerais e da expansão do setor no Pará.

Diário do Pará

Lucas Prado Kallas -Coura afirma que não é momento para elevar os custos da mineração

O Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM - www.ibram.org.br), José Fernando Coura, disse hoje em Belo Horizonte (MG) que a mineração “vive um momento de dificuldade, de preços em queda, de redução de investimentos” e que “não é hora de criar custos adicionais para o setor”, como defendem alguns segmentos ao longo da discussão do novo Código Mineral no Congresso Nacional.
 
Coura apresentou dados inéditos do Instituto, que mostram redução de investimentos para os próximos cinco anos anunciados pelas mineradoras. De US$ 75 bilhões (período 2012-2016), o valor decaiu para US$ 53,6 bilhões (2014 – 2018). O mesmo ocorre com a produção mineral brasileira. De US$ 53 bilhões registrados em 2011 o IBRAM projeta para 2014 um total de US$ 43 bilhões.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Lucas Prado Kallas
 
 
“A redução dos investimentos futuros impacta diretamente na cadeia produtiva, na indústria metalomecânica, na elétrica e em vários outros setores, além de afetar drasticamente as expectativas de contratação de mão de obra, em especial os jovens”, disse.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Sobre a queda de preços internacionais dos minérios, Coura citou alguns exemplos. O preço do Ferro caiu 22,8% em um ano; o do Alumínio desabou 60% em quatro anos. “A Alcoa – uma das principais produtoras de Alumínio no Brasil – recuou enormemente sua produção no País e ninguém falou nada”, protestou, alegando que fatores negativos que impedem a expansão da indústria mineral não têm ocupado devido espaço no debate público.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Em 2013, Fernando Coura informou que o Brasil perdeu posição para a Austrália na produção de Ferro, carro-chefe da produção mineral e das exportações brasileiras de minério.
 
Lucas Prado Kallas
 
“É preciso analisar a conjuntura internacional e entender o que se passa agora no mundo e também no Brasil. O momento é grave. É crítico para a mineração”, enfatizou.
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Fernando Coura reclamou que ainda é difícil investir no setor mineral no Brasil. “Parabenizo a Anglo American por investir R$ 20 bilhões no projeto Minas-Rio porque é extremamente difícil hoje em dia, embora nosso País precise muito atrair mais investimentos. Somos apenas a 10ª nação mais atraente para investimentos internacionais em exploração mineral, de tantas dificuldades que estão interpostas no caminho de quem se aventura em nosso setor”, afirmou sob aplausos da plateia de empresários reunidos no Fórum Brasileiro de Mineração, organizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais.
 
As mensagens de Fernando Coura foram reverberadas por vários outros empresários da mineração.
 
Márcio Godoy, Diretor de Exploração e Desenvolvimento de Projetos da Vale S.A., foi um deles. “É preciso mesmo olhar o que está ocorrendo no mundo se o Brasil quiser ser competitivo. O capital para investimento está escasso. Os investidores estão com aversão maior ao risco. De participantes dos BRICs, passamos a ser parte dos ´cinco frágeis´. Tudo isso impacta o aporte de investimento no Brasil”, afirmou.
 
Wilson Brumer, ex-presidente da Vale, afirmou que o Brasil vive “um apagão mineral” em relação ao desenvolvimento que deveria estar ocorrendo no setor. “Há muita desconfiança e insegurança entre os investidores em mineração”, acusou.
 
O Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB-MG), iniciou seu discurso afirmando que “o Brasil e o mundo devem muito à mineração”, ao falar do desenvolvimento das nações nos últimos séculos e também sobre o futuro: “a indústria da mineração tende a prosperar porque na vida moderna exigimos conforto e inovação”, proporcionados pelos minérios.
 
Ele defendeu um ambiente seguro para atrair investimentos de longo prazo em mineração. “Mineração importa incerteza. É como eleição. O resultado só aparece após a apuração”, afirmou, acrescentando que na mineração o sucesso só é certeza após investir muito até descobrir a jazida.
 
O deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) também participou e acrescentou à fala de Anastasia que o risco do empresário de mineração é gigantesco: “de cada 1.000 pesquisas apenas 1,5 resulta em uma mina”, disse.
 
Quintão apresentou os principais pontos do projeto substitutivo que preparou sobre o novo Código Mineral e disse que a Câmara dos Deputados está finalizando debates com o Poder Executivo para agendar sua votação. Várias lideranças empresariais da mineração brasileira elogiaram o substitutivo de Quintão.
 
O Poder Executivo esteve representado pelo Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), e pelo Secretário de Geologia e Transformação Mineral, Carlos Nogueira da Costa Jr. Edison Lobão defendeu o projeto originalmente encaminhado ao Congresso pelo governo e disse que “é premente uma legislação mais moderna” para fazer frente às expectativas de crescimento da atividade mineral nas próximas décadas, assegurando-se “respeito aos contratos vigentes, ambiente econômico estável e atrativo aos investidores (...) o investimento externo é bem-vindo”, disse.
 
O Presidente do Conselho Diretor do IBRAM e Presidente da Samarco Mineração, Ricardo Vescovi, foi um dos debatedores e defendeu ambiente de confiança para a indústria da mineração brasileira. Ele acredita que o setor deve mostrar ao País e ao mundo que é responsável e que apresenta indicadores e boas práticas em sustentabilidade que são destaque mundial. Exemplificou dizendo que “a mineração brasileira lidera estatísticas mundiais em saúde e segurança no trabalho”.
 
Na mesma linha de Vescovi, o Presidente da Anglo American Minério de Ferro Brasil, Paulo Castellari, disse que um dos grandes desafios da mineração brasileira é ter uma operação sustentável e que o “setor ainda tem problemas de reputação”.
 
Ao final do evento, os participantes foram recebidos para almoço oferecido pelo Governador Anastasia. O Fórum Brasileiro de Mineração foi realizado no Auditório JK, situado na Cidade Administrativa Tancredo Neves.

IBRAM - Profissionais do Texto

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -A corrida pela mineração da Lua

Lucas Prado KallasApenas dois anos antes de Neil Armstrong pisar na Lua, um tratado foi assinado pelos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética. Assinado enquanto a corrida para chegar à Lua estava em andamento, o Tratado do Espaço Exterior de 1967 declarou que nenhum estado-nação poderia possuir a Lua.
O tratado, no entanto, foi escrito numa época em que as ameaças eram muito reais e visões do futuro eram muito fracas. Conceitos como turismo espacial, hotéis orbitais e empresas minerando a Lua por minerais teriam sido ignorados como ficção científica.
Avançando até hoje, encontraremos empresas como a Virgin Galactic transportando turistas ricos ao espaço, um homem saltando na órbita baixa num anúncio da Red Bull e empresas como a Planetary Resources e a Deep Space trabalhando para minerar a Lua por recursos.
Enquanto o Tratado do Espaço Exterior de 1967 governa o que os países podem e não podem fazer na Lua, ele deixa as empresas privadas não regulamentadas. Para países como a China, onde muitas grandes empresas são estatais, a linha que separa os interesses do governo e do empresariado não é clara.
Antes que a sonda lunar chinesa Yutu (“Coelho de Jade”) apresentasse problemas, ela estava cutucando e analisando a superfície da Lua com um sistema de radar de varredura à procura de minerais valiosos. Os interesses da China nesses recursos têm sido reportados na mídia chinesa.
Ouyang Ziyuan, um assessor do programa lunar da China, disse ao jornal estatal chinês Xinhua: “Todos sabem que os combustíveis fósseis, como gás e carvão se esgotarão um dia, mas há pelo menos um milhão de toneladas de hélio-3 na a Lua”, informou a AFP.
O hélio-3 é um gás importante aqui na Terra, mas seu potencial como “combustível” na fusão energética ainda é altamente experimental. A Rússia também está de olho na Lua por hélio-3 e planeja começar a mineração até 2020. O anúncio foi feito em janeiro de 2006 por Nikolai Sevastianov, chefe da Corporação RKK Energia da Rússia.
A NASA delineou seus próprios interesses na mineração lunar. Seu ‘Instituto Virtual de Pesquisa para Exploração do Sistema Solar’ argumentou num relatório que a mineração de minerais raros na Lua pode ser vital para a segurança nacional. A Lua é rica em minerais de terras raras,mas a NASA aponta em seu relatório: “Poucos veem a Lua como um local de mineração sedutor ou maduro para a colheita de elementos raros, que são de importância estratégica para a segurança nacional.”
E acrescenta que na Terra, onde a China controla cerca de 95% da oferta mundial de minerais de terras raras, as autoridades chinesas frequentemente limitam as exportações, uma vez que detém quase o monopólio global deste mercado. “A China está apertando cada vez mais as quotas de saída de tais elementos do país”, afirmou a NASA. “E como a escassez destes minerais valiosos cresce, o mesmo ocorre com a preocupação de outras nações em relação à disponibilidade destes recursos limitados.”
Próximo Velho Oeste
A Lua está bem a caminho de se tornar a próxima fronteira, enquanto magnatas espaciais já analisam o cenário de negócios, e sob a legislação atual isso poderia ser uma fronteira de factosem lei.
A lei tem muitos buracos. Se empresas como a Bigelow Aerospace forem bem-sucedidas em construir bases lunares, não há atualmente qualquer lei que diga que eles serão os proprietários da terra em que estiverem. Se empresas como a Shackleton Energy forem bem-sucedidas em capturar um asteroide para minerar seus recursos, não há lei que diga que outra pessoa não pode começar a extrair no mesmo asteroide também. E também não há leis para limitar o dano ou a destruição, ou para preservar elementos históricos ou visíveis na Lua.
O único fator limitante é que as empresas privadas precisam das bênçãos e da fiscalização do seu país anfitrião para qualquer operação, e o país anfitrião será responsável se alguma coisa der errado.
O sistema atual é baseado fortemente na boa-fé, e se cada um dos países em rumo ao espaço jogará limpo é algo a se observar. Um sistema sem um quadro jurídico claro funcionou até agora para empreendimentos científicos, como a Estação Espacial Internacional. Mas a história conta uma história diferente quando grandes empresas e nações concorrentes voltam suas atenções para uma nova fronteira.
Ian Crawford, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias no Birkbeck College, Universidade de Londres, acredita que, para a mineração lunar ocorrer suavemente, empresas privadas precisarão de um quadro jurídico para suas operações.
Ele também acredita que áreas lunares com importância científica devem ter proteção legal. “O Tratado de 67 não cobre explicitamente qualquer destes aspectos, por isso eu acho que seja motivo para atualizá-lo”, disse Crawford num e-mail.
“Assim como nenhum estado-nação atualmente pode apropriar-se da Lua, há o caso de garantir que empresas privadas também não possam se apropriar da Lua, mas, no entanto, seria legalmente autorizado a adquirir os materiais que elas extraem como resultado de seu próprio investimento privado”, ressaltou Crawford.
Quanto a resguardar áreas de importância científica, há proposta de legislação destinada a fazer exatamente isso. A Lei do Legado do Pouso Lunar da Apollo de 2013 pretende criar parques nacionais lunares ao redor de locais históricos, e foi encaminhada a um comitê do Congresso em julho de 2013. No entanto, a aprovação da lei será difícil, uma vez que entraria em conflito com o tratado de 1967.
A NASA também lançou uma proposta em 2011 para proteger os artefatos lunares, mas seguir suas orientações é voluntário. De acordo com Dale Tietz, CEO da Shackleton Energy, que pretende minerar a Lua por água e minerais, a comercialização do espaço começou quando o satélite Telstar da AT&T entrou em órbita em 1962.
Tietz acredita que o tratado de 1967 funciona como um quadro jurídico por hora, e que “no futuro, à medida que o mercado cresce e as necessidades operacionais se expandam, novas normas e métodos podem surgir para o benefício de todas as partes envolvidas, assim como fazem nos ambientes terrestres”.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -MINERAÇÃO realiza curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”

lucas prado kallasO Programa MINERAÇÃO promove nos dias 19 e 20 de março, em Criciúma (SC), a terceira edição do curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”. O objetivo do evento é transmitir conhecimento de qualidade a profissionais ligados ao atendimento às emergências e apresentar as tecnologias disponíveis no mercado para garantir eficiência nestas operações, seja nas unidades de plantas mineradoras ou industriais.

Segundo a Coordenadora do Programa, Cláudia Pellegrinelli, esse treinamento pretende usar conceitos básicos da metodologia utilizada para gerenciar as ações e os recursos destinados para as operações de resposta, por meio de uma estrutura organizacional com procedimentos e comunicações definidas nos Planos de Atendimento às Emergências (PAE).

Para ela, este é um assunto que tem apresentado uma demanda expressiva no setor mineral. “A ideia é levar a informação  a todas as empresas ligadas ao setor, de forma a igualar o nível de conhecimento em relação às questões de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) na mineração”.  Segundo Cláudia, este é um curso direcionado aos profissionais responsáveis diretamente pelo atendimento às emergências e seu gerenciamento.

Segundo a Coordenadora do Programa, esta é uma forma indireta de apresentar o MINERAÇÃO para as mineradoras da região que ainda não são associadas. “Os riscos inerentes à mineração estão cada vez mais sendo objeto de atenção por parte das indústrias do setor. É necessário que todas as empresas estejam atualizadas em relação ao assunto no intuito de diminuir os acidentes de trabalho. O MINERAÇÃO proporciona condições para que todas as empresas de mineração do País possam dispor de meios para gerenciar seus riscos e desenvolver a cultura de segurança em suas operações de trabalho”, ressalta.

As inscrições podem ser realizadas pelo site www.programamineracao.org.br até o dia 11 de março. As vagas são limitadas a 20 participantes. Além dos associados, o público externo também pode participar.

A terceira edição do Curso conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC) e Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), além da parceria com a Fire&RescueGroup. O grupo foi escolhido para desenvolver e ministrar programas de treinamentos sobre controle de emergências voltado para o setor mineral, tanto em minas a céu aberto quanto nas subterrâneas.

Confira a agenda de cursos do Programa MINERAÇÃO:

Março:

28/03 - Fórum Compartilhando Boas Práticas

Abril:


29/04 – Palestra sobre e-Social

Maio:

22/05 – Mesa redonda- Tema “Álcool e Drogas”
30/05 – Fórum Compartilhando Boas Práticas

Junho:
03 a 06/06 – Curso de Formação de Instrutor de Câmara de Regúgio – Nível I – Belo Horizonte/MG

Agosto:
27 e 28/08 – Curso Busca e Resgate em Áreas Remotas Nível I – Belém/PA

Setembro:

24 e 25/09 – Curso Gerenciamento e Controle das Emergências na Mineração – Belo Horizonte/MG

Serviço:
Curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”
Local:Edifício do SINDICATO DA INDÚSTRIA CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA (SIECESC)- Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina ( SATC)
Endereço: Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário -Criciúma – Santa Catarina
Data: 19 e 20 de Março/2014
Horário: 9h às 18h
Mais informações: www.programamineracao.org.br

IBRAM - Profissionais do Texto

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas - Nova tecnologia traz mais agilidade ao sistema de manutenção móvel da Hydro

lucas prado kallasA empresa norueguesa Norsk Hydro substituiu seu sistema móvel de manutenção pela tecnologia Cenário SAP e SM2. O objetivo era garantir a operacionalização da manutenção e manter a continuidade dos benefícios já existentes, mas a substituição trouxe, ainda, agilidade, segurança e outras vantagens em relação ao serviço anterior.
A Norsk Hydro é dona da operação de bauxita Paragominas, no Pará, que antes pertencia à Vale. O case foi apresentado pela Hydro durante o SAP Forum, que acontece até esta quinta-feira (13) em São Paulo.
Segundo o analista de Negócios Especializado da Hydro, Kleber Palheta, o grande desafio era fazer instalações e implantação em mais de 5 mil locais e mais de 1.800 equipamentos. “Era preciso eliminar ou diminuir a distância entre os desktops e o local de trabalho dos profissionais de manutenção”, disse ele, durante palestra no SAP Forum hoje (13),.
Para evitar o frequente deslocamento do técnico entre o local da manutenção e o escritório para o lançamento de informações, a empresa optou por um produto que oferecesse mobilidade, em que o técnico pudesse registrar todas as informações de onde ele estivesse.
Era preciso, também, fazer atualizações rápidas e precisas dos horários das manutenções; garantir a descentralização da entrada de dados, reduzindo a necessidade de papel e processos manuais; além de proporcionar aumento da qualidade e velocidade dos apontamentos.
De acordo com Palheta, depois da aplicação do SAP e SM2, houve uma redução do tempo de retorno das informações do campo para o sistema e aumento na agilidade no despacho do serviço de maneira remota.
O programa também ofereceu rastreabilidade efetiva dos ativos, possibilidade de consulta dos históricos da manutenção e, por sua interface ser mais de mais fácil utilização que o programa anterior, a migração não foi difícil para os técnicos que utilizavam os equipamentos.
A Paragominas é um projeto de bauxita, localizado na cidade de mesmo nome, no Pará. O negócio é uma joint venture entre Vale, com 32% das ações, e a Hydro, que é dona de 68% do projeto.

Notícias de Mineração Brasil

Lucas Prado Kallas - Curso de Gerenciamento e Controle de Emergências

lucas prado kallasO Programa MINERAÇÃO, do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração)  promove nos dias 19 e 20 de março, em Criciúma (SC), a terceira edição do curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”. O objetivo do evento é transmitir conhecimento de qualidade a profissionais ligados ao atendimento às emergências e apresentar as tecnologias disponíveis no mercado para garantir eficiência nestas operações, seja nas unidades de plantas mineradoras ou industriais.
Segundo a Coordenadora do Programa, Cláudia Pellegrinelli, esse treinamento pretende usar conceitos básicos da metodologia utilizada para gerenciar as ações e os recursos destinados para as operações de resposta, por meio de uma estrutura organizacional com procedimentos e comunicações definidas nos Planos de Atendimento às Emergências (PAE).
Para ela, este é um assunto que tem apresentado uma demanda expressiva no setor mineral. “A ideia é levar a informação a todas as empresas ligadas ao setor, de forma a igualar o nível de conhecimento em relação às questões de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) na mineração”. Segundo Cláudia, este é um curso direcionado aos profissionais responsáveis diretamente pelo atendimento às emergências e seu gerenciamento.
Segundo a Coordenadora do Programa, esta é uma forma indireta de apresentar o MINERAÇÃO para as mineradoras da região que ainda não são associadas. “Os riscos inerentes à mineração estão cada vez mais sendo objeto de atenção por parte das indústrias do setor. É necessário que todas as empresas estejam atualizadas em relação ao assunto no intuito de diminuir os acidentes de trabalho. O MINERAÇÃO proporciona condições para que todas as empresas de mineração do País possam dispor de meios para gerenciar seus riscos e desenvolver a cultura de segurança em suas operações de trabalho”, ressalta.
As inscrições podem ser realizadas pelo site www.programamineracao.org.br até o dia 11 de março. As vagas são limitadas a 20 participantes. Além dos associados, o público externo também pode participar.
A terceira edição do Curso conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC) e Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), além da parceria com a Fire&RescueGroup. O grupo foi escolhido para desenvolver e ministrar programas de treinamentos sobre controle de emergências voltado para o setor mineral, tanto em minas a céu aberto quanto nas subterrâneas.
Confira a agenda de cursos do Programa MINERAÇÃO:
Março:
28/03 – Fórum Compartilhando Boas Práticas
Abril:
29/04 – Palestra sobre e-Social
Maio:
22/05 – Mesa redonda- Tema “Álcool e Drogas”
30/05 – Fórum Compartilhando Boas Práticas
Junho:
03 a 06/06 – Curso de Formação de Instrutor de Câmara de Refúgio – Nível I – Belo Horizonte/MG
Agosto:
27 e 28/08 – Curso Busca e Resgate em Áreas Remotas Nível I – Belém/PA
Setembro:
24 e 25/09 – Curso Gerenciamento e Controle das Emergências na Mineração – Belo Horizonte/MG
Serviço:
Curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”
Local: Edifício do SINDICATO DA INDÚSTRIA CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA (SIECESC)- Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina ( SATC)
Endereço: Rua Pascoal Meller, 73 – Bairro Universitário -Criciúma – Santa Catarina
Data: 19 e 20 de Março/2014
Horário: 9h às 18h
Mais informações: www.programamineracao.org.br

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