segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas Cetem desenvolve novas tecnologias para a atividade sustentável no setor mineral

lucas prado kallasEm seu Núcleo Regional no Espírito Santo, onde realiza pesquisas tecnológicas e oferece serviços técnicos ao setor de rochas ornamentais, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) desenvolveu duas tecnologias inovadoras. O diretor do centro, Fernando Lins, explica que as tecnologias, que estão em fase de espera para receber o registro de patente, atuam em conformidade com o conceito de ecoeficiência. Na área de Óleo e Gás, o centro conta com parcerias com a Petrobrás e a UFRJ para desenvolver seus projetos no Rio de Janeiro.
Como vocês atuam no setor de mineração?
O Cetem provê soluções para o setor mínero-metalúrgico visando ao melhor aproveitamento dos recursos minerais brasileiros. Nossa missão é desenvolver tecnologia para o uso sustentável desses recursos. Para isso, dispomos de uma infraestrutura que nos permite desenvolver, adaptar e otimizar as tecnologias aplicadas ao processamento, beneficiamento e valorização de bens minerais. Dispomos de tecnologia de amostragem, cominuição (britagem e moagem), classificação, concentração, flotação, aglomeração, espessamento e desaguamento. Da mesma forma são dominadas aquelas tecnologias aplicadas nos processos metalúrgicos extrativos, incluindo a hidrometalurgia e a pirometalurgia.
Como o Cetem trabalha esse conceito de sustentabilidade no desenvolvimento tecnológico?
O Cetem se dedica ao desenvolvimento e à otimização de tecnologias mais limpas, nas quais os processos biotecnológicos são aplicados tanto no processamento mineral como no metalúrgico extrativo, assim como nas questões relacionadas à minimização dos impactos ao ambiente. Assim, prestamos assistência tecnológica para o melhor aproveitamento da produção de agregados, assim como para reciclar rejeitos oriundos da construção civil. É de relevância a atuação do Cetem junto ao setor de rochas ornamentais, mediante o domínio e a transferência de tecnologias para a caracterização, para a lavra e beneficiamento, assim como na reciclagem de resíduos. O Centro detém, ainda, tecnologia para apoiar o setor de gemas, pedras semipreciosas e pedras preciosas, dominando as técnicas de identificação e certificação de qualidade e genuinidade desses materiais.
O que é feito no Núcleo Regional, no Espírito Santo?
O Núcleo Regional desenvolve atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para o setor de rochas ornamentais. O Núcleo está localizado em Cachoeiro de Itapemerim, principal polo produtor e exportador de rochas ornamentais no Brasil. A unidade tem como objetivo desenvolver pesquisas tecnológicas e oferecer serviços técnicos de interesse do setor de rochas. Além disso, o NR-ES já conta com dois pedidos de patente depositados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e está apto a emitir certificados e elaborar relatórios e pareceres técnicos. Suas principais linhas de pesquisa são: melhorias tecnológicas nos processos de beneficiamento; meio ambiente; e propriedades tecnológicas das rochas ornamentais e estudos de alterabilidade.
Quais são as tecnologias que estão com pedido de patente?
São duas tecnologias inovadoras para o setor mineral. Uma é o Rebolo Ecoabrasivo, uma alternativa ao processo de polimento das chapas de rochas ornamentais. A inovação dessa pesquisa foi o uso de uma resina poliuretana à base de mamona, já utilizada em outras aplicações industriais, para fazer um insumo essencial para o beneficiamento das rochas ornamentais. Em testes realizados numa politriz industrial, o ecoabrasivo apresentou excelentes resultados em relação ao seu poder de corte, durabilidade e qualidade da superfície polida. Além disso, o processo de confecção deste novo abrasivo está em conformidade com aspectos relacionados à ecoeficiência e à segurança laboral, uma vez que é composto por um produto totalmente atóxico.
A outra é o Aproveitamento de Resíduos de Rochas Ornamentais em Pavimentação Asfáltica. Essa tecnologia oferece dois possíveis usos de resíduos de rochas ornamentais: em pavimentação asfáltica e na fabricação de polímeros. O Cetem realiza estudos cujos resultados indicam a possibilidade de aproveitamento de resíduos grossos e finos da extração e beneficiamento de rochas em substituição à brita no pavimento asfáltico.
Em que tipos de projetos para o setor de Óleo e Gás o centro é especializado?
O Cetem trabalha com esse setor, especialmente com o Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), uma cooperação iniciada em 2000. As principais linhas de pesquisa focam a implementação de metodologias analíticas inovadoras ou de tecnologia avançada, desenvolvimento em biotecnologia para remediação de solos e aproveitamento de resíduos de perfuração de poços de petróleo, entre outros. Alguns dos projetos em curso envolvem metodologia analítica para caracterização química detalhada de calcários; aplicação de bioproduto para remediação de solos multicontaminados com hidrocarbonetos e metais; e aplicações para os resíduos.
O Cetem fica na Cidade Universitária. Vocês desenvolvem muitos projetos em parceira com a UFRJ?
Naturalmente, pela proximidade, a UFRJ é a universidade com a qual temos maior interação. Diversos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento são desenvolvidos em parcerias com professores. A grande maioria dos 50 estudantes que fazem iniciação científica no Cetem provém dos vários cursos de graduação da UFRJ, tais como: engenharia metalúrgica, engenharia química, química, geologia, entre outros. Bolsistas graduados e pós-graduados que atuam nas pesquisas do Centro são egressos de lá. Além disso, cerca de 20 alunos de mestrado e doutorado dessa universidade realizam nos laboratórios do Cetem seus trabalhos experimentais, coorientados por nossos pesquisadores.

Petro Notícias


Lucas Prado Kallas -Pará terá instituto de pesquisa mineral

lucas prado kallaslucas prado kallasAté o fim de 2014, o Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senai), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), irá investir cerca de dois bilhões de reais para criar laboratórios de inovação por todo o Brasil. Até agora, 25 estão previstos. Os Institutos Senai de Inovação (ISIs) fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, executado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com recursos próprios e do BNDES, e que tem o objetivo de estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico da indústria.
Os institutos funcionarão como uma grande rede de pesquisa e produção de conhecimento voltados para a inovação na indústria brasileira. Para isso, cada um deles atuará em uma área específica, direcionada ao potencial do Estado em que estiver instalado. Em Goiás, por exemplo, o ISI atuará na área de logística; no Mato Grosso, com biomassa; no Rio Grande do Sul será com engenharia de polímeros; microeletrônica no Amazonas e assim por diante.
No Pará, a área de atuação do instituto será em tecnologias minerais. O coordenador do instituto no Pará, Alexandre Mesquita, conta que a ideia é desenvolver métodos inovadores e novas tecnologias voltadas a pesquisas geológicas - que posteriormente serão aplicados nas indústrias do Pará e outros estados.
Todos os detalhes sobre o Instituto Senai de Inovação constam na terceira edição do Anuário Mineral do Pará, que será lançado no dia 13 de março pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), no Espaço São José Liberto.
Com o tema “Mineração sustentável. Um legado para a nossa gente”, a publicação traz edição bilíngue, com tradução para o inglês. Além de traçar uma radiografia completa do setor mineral, a publicação conta com dois capítulos especiais: o de sustentabilidade e o dos pioneiros na mineração paraense.
No capítulo de sustentabilidade poderão ser conferidos os projetos e ações socioambientais das empresas associadas ao Simineral. Já o capítulo dos pioneiros retrata a saga dos desbravadores, que relatam os detalhes da descoberta das primeiras jazidas minerais e da expansão do setor no Pará.

Diário do Pará

Lucas Prado Kallas -Coura afirma que não é momento para elevar os custos da mineração

O Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM - www.ibram.org.br), José Fernando Coura, disse hoje em Belo Horizonte (MG) que a mineração “vive um momento de dificuldade, de preços em queda, de redução de investimentos” e que “não é hora de criar custos adicionais para o setor”, como defendem alguns segmentos ao longo da discussão do novo Código Mineral no Congresso Nacional.
 
Coura apresentou dados inéditos do Instituto, que mostram redução de investimentos para os próximos cinco anos anunciados pelas mineradoras. De US$ 75 bilhões (período 2012-2016), o valor decaiu para US$ 53,6 bilhões (2014 – 2018). O mesmo ocorre com a produção mineral brasileira. De US$ 53 bilhões registrados em 2011 o IBRAM projeta para 2014 um total de US$ 43 bilhões.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Lucas Prado Kallas
 
 
“A redução dos investimentos futuros impacta diretamente na cadeia produtiva, na indústria metalomecânica, na elétrica e em vários outros setores, além de afetar drasticamente as expectativas de contratação de mão de obra, em especial os jovens”, disse.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Sobre a queda de preços internacionais dos minérios, Coura citou alguns exemplos. O preço do Ferro caiu 22,8% em um ano; o do Alumínio desabou 60% em quatro anos. “A Alcoa – uma das principais produtoras de Alumínio no Brasil – recuou enormemente sua produção no País e ninguém falou nada”, protestou, alegando que fatores negativos que impedem a expansão da indústria mineral não têm ocupado devido espaço no debate público.
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Lucas Prado Kallas
 
Em 2013, Fernando Coura informou que o Brasil perdeu posição para a Austrália na produção de Ferro, carro-chefe da produção mineral e das exportações brasileiras de minério.
 
Lucas Prado Kallas
 
“É preciso analisar a conjuntura internacional e entender o que se passa agora no mundo e também no Brasil. O momento é grave. É crítico para a mineração”, enfatizou.
 
Lucas Prado Kallas
 
 
Fernando Coura reclamou que ainda é difícil investir no setor mineral no Brasil. “Parabenizo a Anglo American por investir R$ 20 bilhões no projeto Minas-Rio porque é extremamente difícil hoje em dia, embora nosso País precise muito atrair mais investimentos. Somos apenas a 10ª nação mais atraente para investimentos internacionais em exploração mineral, de tantas dificuldades que estão interpostas no caminho de quem se aventura em nosso setor”, afirmou sob aplausos da plateia de empresários reunidos no Fórum Brasileiro de Mineração, organizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais.
 
As mensagens de Fernando Coura foram reverberadas por vários outros empresários da mineração.
 
Márcio Godoy, Diretor de Exploração e Desenvolvimento de Projetos da Vale S.A., foi um deles. “É preciso mesmo olhar o que está ocorrendo no mundo se o Brasil quiser ser competitivo. O capital para investimento está escasso. Os investidores estão com aversão maior ao risco. De participantes dos BRICs, passamos a ser parte dos ´cinco frágeis´. Tudo isso impacta o aporte de investimento no Brasil”, afirmou.
 
Wilson Brumer, ex-presidente da Vale, afirmou que o Brasil vive “um apagão mineral” em relação ao desenvolvimento que deveria estar ocorrendo no setor. “Há muita desconfiança e insegurança entre os investidores em mineração”, acusou.
 
O Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB-MG), iniciou seu discurso afirmando que “o Brasil e o mundo devem muito à mineração”, ao falar do desenvolvimento das nações nos últimos séculos e também sobre o futuro: “a indústria da mineração tende a prosperar porque na vida moderna exigimos conforto e inovação”, proporcionados pelos minérios.
 
Ele defendeu um ambiente seguro para atrair investimentos de longo prazo em mineração. “Mineração importa incerteza. É como eleição. O resultado só aparece após a apuração”, afirmou, acrescentando que na mineração o sucesso só é certeza após investir muito até descobrir a jazida.
 
O deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) também participou e acrescentou à fala de Anastasia que o risco do empresário de mineração é gigantesco: “de cada 1.000 pesquisas apenas 1,5 resulta em uma mina”, disse.
 
Quintão apresentou os principais pontos do projeto substitutivo que preparou sobre o novo Código Mineral e disse que a Câmara dos Deputados está finalizando debates com o Poder Executivo para agendar sua votação. Várias lideranças empresariais da mineração brasileira elogiaram o substitutivo de Quintão.
 
O Poder Executivo esteve representado pelo Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), e pelo Secretário de Geologia e Transformação Mineral, Carlos Nogueira da Costa Jr. Edison Lobão defendeu o projeto originalmente encaminhado ao Congresso pelo governo e disse que “é premente uma legislação mais moderna” para fazer frente às expectativas de crescimento da atividade mineral nas próximas décadas, assegurando-se “respeito aos contratos vigentes, ambiente econômico estável e atrativo aos investidores (...) o investimento externo é bem-vindo”, disse.
 
O Presidente do Conselho Diretor do IBRAM e Presidente da Samarco Mineração, Ricardo Vescovi, foi um dos debatedores e defendeu ambiente de confiança para a indústria da mineração brasileira. Ele acredita que o setor deve mostrar ao País e ao mundo que é responsável e que apresenta indicadores e boas práticas em sustentabilidade que são destaque mundial. Exemplificou dizendo que “a mineração brasileira lidera estatísticas mundiais em saúde e segurança no trabalho”.
 
Na mesma linha de Vescovi, o Presidente da Anglo American Minério de Ferro Brasil, Paulo Castellari, disse que um dos grandes desafios da mineração brasileira é ter uma operação sustentável e que o “setor ainda tem problemas de reputação”.
 
Ao final do evento, os participantes foram recebidos para almoço oferecido pelo Governador Anastasia. O Fórum Brasileiro de Mineração foi realizado no Auditório JK, situado na Cidade Administrativa Tancredo Neves.

IBRAM - Profissionais do Texto

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Exportação de rochas ornamentais aumenta 17,9%

lucas prado kallasO Brasil exportou 2,72 milhões de toneladas de rochas ornamentais em 2013, um volume 17,9% maior que no ano anterior, quando o país embarcou 2,23 milhões de toneladas desses produtos. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas).
As exportações durante o período de janeiro a dezembro de 2013 totalizaram U$ 1,30 bilhão, um aumento de 18,5% em relação o mesmo período do ano anterior, quando este atingiu US$ 1,06 bilhão.
Os produtos campeões de exportações nesse segmento são os granitos. Considerando apenas os blocos ou chapas brutas, o volume da exportação chegou a 1,34 milhão de toneladas em 2013, gerando US$ 265 milhões. Em relação aos granitos que passaram por algum tipo de processamento, sobretudo as chapas beneficiadas, o volume chegou a 1 milhão de toneladas, movimentando US$ 817 milhões durante ao ano passado.
Em volume, os blocos ou chapas brutas de granito foram responsáveis por 49,47% do embarque total das rochas ornamentais durante o ano passado. Em valor, esses produtos representaram apenas 20,97% da movimentação no mesmo período.
Os granitos processados e chapas beneficiadas representaram 37,08% do volume exportado, mas foram os que mais geraram receita, com 62,75% do valor total arrecadado pela exportação de rochas ornamentais.
No geral, o preço das rochas ornamentais aumentou 0,79% entre 2012 e 2013, indo de US$ 0,4740 o quilo para US$ 0,4777 o quilo. O preço dos blocos e chapas brutas de granitos sofreram queda de 4,06% na comparação anual, quando o preço foi de US$ 0,2051 em 2012 para US$ 0,1968 o quilo no ano passado.
As rochas de processamento simples e especial e produtos acabados e semi-acabados foram os segmentos que mais geraram receita em 2013, quando movimentaram US$ 1 bilhão durante o período de janeiro a dezembro do ano passado.
As rochas sílicas brutas geraram US$ 296 milhões em receitas no mesmo período. O terceiro grupo, as rochas carbonáticas brutas, movimentaram US$ 3,628 milhões em 2013.

Notícias de Mineração Brasil


Lucas Prado Kallas -Horizonte conclui até março estudo de viabilidade do projeto de níquel Araguaia

lucas prado kallasO estudo preliminar de viabilidade do projeto de níquel Araguaia, da Horizonte Minerals, em Carajás (PA), será concluído no primeiro trimestre deste ano, disse hoje (20) a companhia. O estudo está sendo conduzido pela consultoria Snowden Mining Industry e os testes metalúrgicos já foram finalizados.
De acordo com a empresa, os 321 furos realizados na terceira e última fase da campanha de sondagem, totalizando cerca de 9,3 mil metros, foram concluídos no prazo e dentro do orçamento previsto. Foram apontados cinco alvos com alto teor, incluindo um com 2,29% de níquel a 20,2 metros.
Os testes metalúrgicos confirmaram que o minério encontrado no local é adequado para processamento, com comprovada rota para a produção de ferroníquel. O resultado da fase 3 faz parte do estudo preliminar de viabilidade e busca determinar os recursos necessários para estabelecer em no mínimo 20 anos a vida útil da mina.
De acordo com o presidente da Horizonte, David J. Hall, o estudo preliminar de viabilidade visa aumentar a confiança de que Araguaia está prestes a se tornar o maior projeto de níquel do Brasil.
Ele afirmou que aspectos adicionais necessários para a viabilidade de Araguaia também serão incluídos no estudo, tais como planejamento de infraestrutura do projeto e os impactos sociais e ambientais.
“Após termos completado uma série de importantes marcos para o desenvolvimento de Araguaia durante o ano de 2013, em termos de geologia e metalurgia, estamos ansiosos para a fase de produção”, disse Hall.
A Horizonte concluiu, em novembro de 2013, a otimização preliminar da cava nos sete alvos e o cronograma de teste de alimentação do calcinador rotativo e forno elétrico (RKEF). A mineradora definiu duas opções: duas linhas para o equipamento calcinar 2,7 milhões de toneladas por ano ou uma linha para o equipamento calcinar 900 mil toneladas por ano.
Araguaia tem 39,3 milhões de toneladas, com teor de 1,39% de níquel de recursos indicados, e 60,9 milhões de toneladas, com teor de 1,22% de níquel de recursos inferidos, e está próximo do projeto de níquel Vermelho e da mina Onça Puma, ambos da Vale.

Notícias de Mineração Brasil


Lucas Prado Kallas -Radar inicia exploração de seu primeiro projeto de minério de ferro no Brasil

lucas prado kallasA Radar Iron iniciou o programa de exploração no projeto de minério de ferro Uruará, a 150 quilômetros de Altamira (PA), informou no dia 20 de Fevereiro. De acordo com a empresa, cerca de 40 amostras de rochas devem ser preparadas nos próximos dias, com os resultados previstos de duas a três semanas após a apresentação. O levantamento magnético da superfície deve começar em breve.
Segundo a Radar, a exploração está voltada, inicialmente, para áreas em que a mineralização já está definida. Após o estabelecimento de uma base em uma cidade vizinha, o mapeamento e a amostragem das áreas próximas ao projeto foi iniciado, atingindo de 100 a 200 metros a partir dos três alvos previamente definidos.
A mineradora está desobstruindo as trilhas em áreas cobertas por florestas e o mapeamento nessas novas áreas visa a extensão de alvos já conhecidos. Segundo a Radar, apesar das operações estarem ocorrendo durante a estação chuvosa, não foram encontrados grandes problemas de acesso até o momento.
De acordo com a mineradora, o plano de exploração destina-se a uma avaliação do terreno para testes, possibilitando que uma base de recursos seja estabelecida para 2014. “Usando o mapeamento e os dados geofísicos que estão sendo coletados, o objetivo é definir os alvos da primeira sondagem, com testes previstos para o segundo trimestre de 2014”, disse a empresa.
Em novembro de 2013, a Radar anunciou a assinatura de um contrato com a empresa brasileira Sullis Mineração, para adquirir uma participação de 50% em direitos minerários de até 68 mil hectares no Pará. A negociação incluía uma autorização de pesquisa de 10 mil hectares e seis requerimentos adjacentes de 58 mil hectares.
Entre os termos do acordo, constava que a Radar deveria investir pelo menos US$ 1,41 milhão na exploração, dentro de 18 meses, para obter a participação de 50% nos 10 mil hectares que já tem autorizações de pesquisa. No mês passado, a Radar anunciou que havia finalizado a auditoria técnica para a aquisição da participação de 50% no projeto de minério de ferro.
O projeto Uruará abrange 68 mil hectares próximos ao rio Amazonas, e possui rochas com teores de até 66% de ferro, de acordo com amostragem litogeoquímica. Três corredores principais foram identificados nas zonas formadoras, com 250 a 400 metros de largura e até 2,5 quilômetros de comprimento, com a mineralização iniciada na superfície e estendendo-se por, pelo menos, 4 metros de profundidade.
Segundo a Radar, a infraestrutura do local está em vigor, com estradas para transportar o minério triturado até um porto de águas profundas no rio Amazonas, onde acontece o carregamento direto para navios Panamax. Uma meta de exploração de 20 a 40 milhões de toneladas, com minério de 58% a 65% de ferro, foi estimada para o projeto.
A mineradora afirmou que outros comunicados serão divulgados na próxima semana para atualizar os acionistas sobre o progresso do programa de exploração. A Radar Iron é uma mineradora que controla projetos de hematita e Magnesita na Austrália. O projeto de minério de ferro Uruará vai ser o primeiro da empresa australiana no Brasil.

Notícias de Mineração Brasil



Lucas Prado Kallas -Vale abre 100 vagas para jovens de Canaã dos Carajás (PA)

Lucas Prado KallasA Vale receberá inscrições online para o Programa Formação Profissional (PFP), entre os dias 24 e 28 de fevereiro, pelo site www.vale.com/oportunidades. São 100 vagas operacionais para mecânico, soldador e caldeireiro.
O objetivo do programa é formar mão de obra nas comunidades em que a Vale está presente, com a qualificação técnica, e promover o desenvolvimento local, por meio do acesso à educação, ao emprego e à renda. Os candidatos precisam ser maiores de 18 anos, ter concluído o Ensino Médio e residir em Canaã dos Carajás (PA).
O programa é dividido em duas etapas. Na formação teórica, com duração de três a cinco meses, os jovens estudarão em tempo integral em instituição de ensino parceira da Vale, participando de um curso de qualificação técnica. Já na formação prática, durante seis a 12 meses, os aprovados darão continuidade ao seu desenvolvimento por meio de experiência profissional na mina do Sossego, localizada em Canaã dos Carajás.
Os participantes receberão bolsa-auxílio de R$ 600 na fase de formação teórica. Já na fase prática do treinamento, que será realizada na mina do Sossego, a bolsa é de R$ 1.250, com direito a benefícios como assistência médica e odontológica, transporte, alimentação e seguro de vida.
Processo seletivo
Após a inscrição, os candidatos passarão por outras etapas eliminatórias: prova online de Português e Matemática; entrevista coletiva; avaliação psicológica; dinâmica de grupo ou entrevista técnica com gestor; e exames médicos.
Serviço
Inscrições online para Programa Formação Profissional - Canaã dos Carajás
Quando: de 24 a 28 de fevereiro
Endereço eletrônico: www.vale.com/oportunidades

Vale