sexta-feira, 7 de março de 2014

Lucas Prado Kallas -Fábrica de calcário para agricultura deve ampliar consumo em cinco vezes

lucas prado kallasO consumo de calcário agrícola (dolomítico) no Amazonas poderá crescer em até cinco vezes em relação às atuais 50 mil toneladas. O aumento deverá ocorrer com a produção da primeira fábrica de beneficiamento do minério no Amazonas, de acordo com a Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos.
A planta da Calnorte será inaugurada hoje no quilômetro 55 da Rodovia Manuel Urbano (AM-70 – Manaus-Iranduba), que processará o mineral extraído de Jatapu, mina localizada no município de Urucará (a 261 quilômetros a leste de Manaus).
A fábrica Calnorte tem capacidade de produção de 40 toneladas de calcário em pó por hora, sendo 400 toneladas por dia. De acordo com o proprietário da fábrica, José Nonato de Almeida, por ano, devem ser produzidas 20 mil toneladas do minério. De acordo com o industrial, a quantidade vai variar de acordo com a procura. A unidade está instalada em um terreno de 7 mil hectares e tem, atualmente, 15 funcionários, número que poderá dobrar conforme o aumento da produção.
Para a secretária estadual de Mineração, em exercício, Jane Crespo, o calcário beneficiado será vendido ao preço de R$ 155 a tonelada, bem abaixo dos mais de R$ 400 pagos hoje pelos produtores amazonenses.
Segundo Jane Crespo, as primeiras 4 mil toneladas do minério, transportadas em balsas até o porto da Calnorte, em Manacapuru, já estão na fábrica prontas para serem beneficiadas, a partir desta sexta-feira. “O produto foi inspecionado pelos técnicos da Secretaria de Mineração e está pronto para ser triturado e moído para ser comercializado aos produtores rurais do Estado”, disse.

Diário do Amazonas

Lucas Prado Kallas -Aquilino Paolucci é nomeado presidente da Alcoa América Latina & Caribe

Lucas Prado KallasA Alcoa anuncia mudanças na liderança da região da América Latina & Caribe.  Franklin Feder decidiu se aposentar depois de 23 anos de dedicação à companhia, a partir de 01 de agosto. Aquilino Paolucci, atual vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e Assuntos Institucionais para América Latina & Caribe, foi nomeado presidente da Alcoa América Latina & Caribe a partir de 01 de março.
"Franklin é um líder íntegro e inspirador, que ganhou o respeito e a gratidão de cada funcionário da Alcoa. Ele promoveu o crescimento sustentável dos negócios da Alcoa na América Latina & Caribe. Seu impacto na região e no negócio global da Alcoa será um legado por muitos anos", afirma Klaus Kleinfeld, Chairman e CEO da Alcoa.
Nos últimos 23 anos, Feder teve um papel importante na orientação e na liderança do processo de crescimento da Alcoa. Como diretor mundial de Desenvolvimento Corporativo tratou da aquisição de diversas empresas que possibilitaram o sucesso dos negócios de downstream. Depois disso, como vice-presidente de Análise e Planejamento Financeiro foi responsável pelo planejamento de expansões internacionais da Alcoa. Desde que assumiu a liderança da região América Latina & Caribe, foi responsável pelo significativo crescimento do portfólio de alumina e alumínio da Alcoa no Brasil.
Além de liderar as operações da Alcoa América Latina & Caribe, Paolucci, 49, também foi nomeado presidente do Grupo Global de Produtos Primários (GPP), responsável por todas as operações da região. Paolucci se reportará ao Chairman e CEO Klaus Kleinfeld para os negócios da região e ao executivo-chefe de operações de GPP Roy Harvey para as operações de Produtos Primários.
“Paolucci tem ampla experiência suportando o crescimento de empresas multinacionais no Brasil, que o qualificam para liderar a Alcoa América Latina & Caribe”, afirma Klaus Kleinfeld. “Ele nos ajudará a capturar o crescimento da demanda de nossos produtos e soluções de alto valor agregado e, ao mesmo tempo, garantir a competitividade dos negócios de alumina, metal primário e energia na região”.
Paolucci iniciou seu trabalho na Alcoa em 2004 e tem 28 anos de experiência em Finanças, incluindo sua atuação como executivo-chefe de finanças na Alcoa América Latina & Caribe, assim como da Pharmacia e Upjohn, que se fundiram criando a Monsanto. Ele também participou da chegada ao Brasil das operações da Compaq Computer e da American National Can Company (incorporada posteriormente pela Rexam). Paolucci graduou-se em Ciências Contábeis no Mackenzie e fez MBA no Ibmec.
Sobre a Alcoa Inc.
Líder mundial em engenharia e produção de metais leves, a Alcoa inova na criação de soluções que avançam o mundo. Nossas tecnologias possibilitam o contínuo aprimoramento dos segmentos de transporte (automotivo, comercial e aeroespacial), industrial e de produtos eletrônicos. Colaboramos com o desenvolvimento de edifícios inteligentes, embalagens de alimentos e bebidas sustentáveis, veículos de defesa aéreos, marítimos e terrestres de alto desempenho, extração de petróleo e gás em áreas profundas e na geração de energia cada vez mais eficiente.Somos pioneiros na indústria de alumínio há 125 anos e, hoje, nossos 60 mil funcionários em 30 países agregam alto valor a produtos feitos com alumínio, titânio e níquel e produzem a melhor bauxita,  alumina e alumínio primário do mercado. Para mais informações, visite www.alcoa.com e siga @Alcoa no Twitter emwww.twitter.com/Alcoa e siga a Alcoa no Facebook em www.facebook.com/Alcoa.

Assessoria

Lucas Prado Kallas -Contratação de mulheres é prioridade para as operações do Projeto Minas-Rio

Lucas Prado KallasA fase operacional do empreendimento da Anglo American, em implantação nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, será iniciada no final de 2014
A presença das mulheres no setor de mineração tem sido cada vez mais crescente no Brasil devido às políticas de atração e retenção de mão de obra feminina. Na Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, responsável pela implantação do Projeto Minas-Rio, nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro; a admissão de mulheres é prioridade para as operações do empreendimento. A meta da empresa é a contratação de, no mínimo, 600 trabalhadoras em um universo de dois mil empregos diretos que serão gerados para a fase operacional, a ser iniciada no final de 2014.
“Mapear, atrair e manter a mão de obra feminina é um dos nossos principais objetivos. Temos programas, como o de capacitação de mão de obra local, e executamos ações específicas com esse foco. Para todas as vagas na empresa, independentemente da área, temos como política a seleção de currículos de mulheres”, ressalta Claudiana Silva, gerente de Recursos Humanos da diretoria de Operação do Projeto Minas-Rio.
Claudiana, inclusive, justifica a preferência pelas mulheres em algumas áreas específicas como recursos humanos, meio ambiente e financeira com a alegação de que elas possuem um maior grau de atenção difusa, o que faz com que elas sejam mais analíticas em relação aos homens; e também por terem mais sensibilidade e, em geral, se destacarem mais positivamente no quesito relacionamento interpessoal.
Atualmente, a Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American conta com 25% de mulheres no quadro de funcionários. São 357 trabalhadoras entre 1455 empregados. Além disso, 25% dos cargos gerenciais da empresa são ocupados por “elas”, com 16 gerentes e uma diretora. Na categoria hierárquica “Profissionais”, na qual se enquadram, por exemplo, advogados, geólogos e engenheiros, o percentual cresce para 45%, com 190 profissionais do sexo feminino.
Uma das principais ações da empresa para atrair e reter a mão de obra feminina é o Programa de Capacitação de Mão de Obra Local, executado em parceria com o Senai, no município mineiro de Conceição do Mato Dentro, que faz parte da região de influência direta do Projeto Minas-Rio. Por meio dessa iniciativa, são oferecidos cursos de capacitação profissional para a comunidade com o objetivo de qualificar e aproveitar a mão de obra local para trabalhar nas operações do empreendimento.
Em março de 2013, pela primeira vez a empresa contratou mão de obra local proveniente do programa. Foram selecionadas para trabalhar no Projeto Minas-Rio 102 pessoas dos 151 formandos do 1º ciclo de cursos de capacitação profissional. Desse montante de novos empregados, 25% - 26 profissionais - eram mulheres. Neste semestre, será realizada a contratação de mais 140 graduados do programa, provenientes do 2º e 3º ciclos de cursos. Para fazer parte desse grupo, já foram selecionadas 23 trabalhadoras até o momento.
Serão promovidos mais três ciclos de capacitação até 2015 e o objetivo da Anglo American é qualificar cerca de 557 pessoas e empregar aproximadamente 340 profissionais.
Izabela Figueiredo, 21, faz parte do seleto grupo de soldadoras do Projeto Minas-Rio. Ela foi uma das contratadas em março do ano passado pela Anglo American, logo após finalizar o curso de Soldador de Instalações Industriais. “Para mim, essa é uma oportunidade única de crescer profissionalmente na região onde vivo. Além disso, gosto bastante do que faço e minha vida melhorou muito financeiramente. Hoje posso ajudar a minha família e já tenho casa própria”, enfatiza.
Embora a contratação de mulheres seja uma das principais prioridades da empresa em 2014, o trabalho de atração e retenção de mão de obra feminina foi iniciado já em 2008, quando ocorreu a compra dos 51% restantes do Projeto Minas-Rio e foi criada a Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da empresa.
Formada em Geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2007, a profissional Ana Maria Nazareth Costa, 33, trabalha no Projeto Minas-Rio desde julho de 2008 e é responsável pela execução de atividades de exploração, mapeamento, análise de núcleo da broca e modelagem geológica para dar suporte a avaliações de recursos e reservas no Projeto Minas-Rio.
“Tornei-me geóloga por me identificar com a profissão; devido ao contato com o meio ambiente, o fato de ser uma área das ciências exatas e, também, pelo mercado promissor. Recomendo às mulheres que busquem espaço na área caso realmente gostem do setor”, ressalta. Conhecida também pela atuação sólida em defesa das comunidades locais nas quais a empresa opera, Ana foi eleita no ano passado, juntamente com outras 11 empregadas da Anglo American no mundo, uma das 100 mulheres mais inspiradoras da mineração pela organização Women in Mining UK (Mulheres na Mineração).
As mulheres que estiverem interessadas em trabalhar na Anglo American podem se candidatar a vagas, por exemplo, nas áreas de planejamento, manutenção de mina e usina, gestão ambiental e segurança empresarial, entre outras. O cadastro para participar do processo seletivo pode ser feito pelo site da empresa,www.angloamerican.com.br, por meio do link Carreiras, ou no site www.vagas.com/anglo.
Sobre o Projeto Minas-Rio
Principal projeto mundial da Anglo American, o Minas-Rio está em fase de obras e atingirá, em sua primeira fase, uma capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro. O empreendimento inclui uma mina de minério de ferro e unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; o maior mineroduto do mundo, com 525 km de extensão e que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses; e o terminal de minério de ferro do Porto de Açu, no qual a Anglo American é parceira da LLX com 50% de participação, localizado em São João de Barra (RJ).
Sobre a Anglo American
A Anglo American plc. é uma das maiores companhias de mineração do mundo, com sede no Reino Unido e ações negociadas nas bolsas de Londres e Joanesburgo. Seu portfólio de negócios atende às diferentes necessidades dos clientes e abrange commodities de alto volume – minério de ferro e manganês; carvão metalúrgico e carvão mineral; metais básicos e minerais – cobre, níquel, nióbio e fosfatos; e metais e minerais preciosos – nos quais é líder global em platina e em diamantes.
A Anglo American é comprometida com a realização de um trabalho alinhado aos seus stakeholders - investidores, clientes, parceiros e empregados - para criar valor sustentável que faz a diferença, respeitando os mais altos padrões de segurança e responsabilidade em todos os seus negócios e localidades. As operações de mineração, projetos de expansão e atividades de exploração da empresa estão presentes no sul da África, América do Sul, Austrália, América do Norte, Ásia e Europa.
A empresa atua no Brasil desde 1973 e hoje está presente no País com quatro produtos: minério de ferro, com o Minas-Rio, um dos maiores projetos de exploração de minério de ferro em desenvolvimento no mundo; níquel, com operações nos municípios de Barro Alto e Niquelândia, em Goiás; fosfato, com as operações nos municípios de Ouvidor (GO), Catalão (GO) e Cubatão (SP), e nióbio, presente nos municípios de Catalão e Ouvidor, em Goiás.
Mais informações sobre a empresa estão disponíveis no site www.angloamerican.com.br.

Assessoria

quinta-feira, 6 de março de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -Alcoa é eleita a empresa mais admirada de metalurgia pelo terceiro ano consecutivo

Desde 1983, a Alcoa faz parte da lista das companhias mais bem avaliadas do mundo, segundo a publicação norte-americana, uma das mais prestigiadas do mundo no setor de negócios

São Paulo, 6 de março de 2014 – A Alcoa é a primeira colocada da edição 2014 da lista das empresas mais admiradas do mundo no setor de metalurgia, publicada pela revista norte-americana Fortune – um dos rankings mais prestigiados internacionalmente na área de negócios. A líder mundial na produção de alumínio primário e alumínio transformado está no topo da lista por três anos consecutivos. A companhia faz parte da lista das “Mais Admiradas” desde que a Fortune criou o ranking anual, 30 anos atrás.
Na avaliação da publicação norte-americana, a Alcoa recebeu a classificação máxima em oito dos nove atributos-chave: inovação; gestão de pessoas; uso dos ativos empresariais; responsabilidade social; qualidade da gestão; solidez financeira; investimentos de longo prazo; e qualidade de produtos e serviços.
Segundo o CEO da Alcoa, Klaus Kleinfeld, a nomeação é uma honra para toda a companhia. “Esse reconhecimento é uma homenagem aos 60 mil funcionários da Alcoa em todo o mundo que estão empenhados em servir, a cada dia, os nossos clientes e as comunidades. Isso mostra a importância crescente dos metais leves e inovadores para a sociedade moderna”, afirmou Kleinfeld.
A lista das empresas mais admiradas é baseada em pesquisas com executivos, diretores e analistas que avaliam companhias de seu próprio setor. O ranking completo da revista Fortune e as histórias relacionadas ao estudo estarão disponíveis na publicação norte-americana de 17 de março.
Sobre a Alcoa Inc.
Líder mundial em engenharia e produção de metais leves, a Alcoa inova na criação de soluções que avançam o mundo. Nossas tecnologias possibilitam o contínuo aprimoramento dos segmentos de transporte (automotivo, comercial e aeroespacial), industrial e de produtos eletrônicos. Colaboramos com o desenvolvimento de edifícios inteligentes, embalagens de alimentos e bebidas sustentáveis, veículos de defesa aéreos, marítimos e terrestres de alto desempenho, extração de petróleo e gás em áreas profundas e na geração de energia cada vez mais eficiente.Somos pioneiros na indústria de alumínio há 125 anos e, hoje, nossos 60 mil funcionários em 30 países agregam alto valor a produtos feitos com alumínio, titânio e níquel e produzem a melhor bauxita,  alumina e alumínio primário do mercado. Para mais informações, visite www.alcoa.com e siga @Alcoa no Twitter emwww.twitter.com/Alcoa e siga a Alcoa no Facebook em www.facebook.com/Alcoa.

Assessoria

Mineração gera mais de 270 mil empregos no Pará

Lucas Prado KallasO setor de mineração no Estado do Pará foi responsável pela geração de 271 mil empregos diretos e indiretos em 2013. Segundo o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), há uma demanda de 99 mil novos postos de trabalho devido à expansão e a instalação de novos projetos de mineração no Estado. Os números apontam a mineração como uma das maiores impulsionadoras da geração de empregos na região.
De acordo com o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior, serão investidos em torno de US$ 47 bilhões na mineração paraense até 2017. “As possibilidades no mercado de trabalho são amplas e diversas no setor mineral. O segmento precisa do chaveiro ao engenheiro de Minas. O fato é que não faltarão oportunidades na mineração, mas é preciso estar preparado para atender um mercado que, a cada dia, torna-se mais amplo e exigente no quesito qualificação profissional”, disse.
Entre os projetos de mineração que devem gerar novos postos de trabalho está o Alumina Rondon, localizado no município de Rondon do Pará. Com previsão de início da operação em 2017, o empreendimento deve gerar, em média, 6 mil postos de trabalho na fase de implantação e 1,6 mil na operação.
A expansão da Sinobras, siderúrgica de aço de Marabá, também impactará, positivamente, no surgimento de novas oportunidades. Com um incremento de cerca de 360 mil toneladas de aço, alcançando cerca de 800 mil toneladas por ano, a companhia gerará cerca de 1,7 mil empregos diretos e 10,5 mil indiretos.
De acordo com o presidente do sindicato, a capacitação profissional está entre as prioridades do setor. Ele afirmou que as companhias investem em programas de formação profissional, direcionados tanto ao jovem aprendiz quanto ao trainee e funcionário. “Para isso, as empresas mineradoras têm parcerias importantes com instituições de ensino, tanto locais como no Brasil e exterior, e com institutos, a exemplo do Senai, que tem sido fundamentais na qualificação profissional, especialmente, no interior do estado”, disse Gomes Júnior.
A mineração é, também, o principal produto da pauta de exportação no Pará. Segundo levantamento do Simineral, dos US$ 15,8 bilhões em exportações totais do Estado em 2013, as indústrias de mineração e transformação mineral responderam por 88% deste valor. Juntas, exportaram US$ 13,9 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense. As informações são do Diário do Pará.

Notícias de Mineração Brasil

Bolg Lucas Prado Kallas -Queda na mineração compromete balança

Num ano em que a balança comercial pode ter mais um resultado fraco, o desempenho da mineração -um dos carros-chefe das exportações brasileiras- preocupa empresários e governo por causa da expectativa de redução no ritmo de produção.
Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM – www.ibram.org.br), a produção do setor deve registrar em 2014 o terceiro ano de queda seguida, saindo de um valor de US$ 53 bilhões em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, para US$ 43 bilhões neste ano, de acordo com a projeção da entidade.
"O cenário para o setor é preocupante porque a tendência é de queda nos preços internacionais e de aumento de custo no Brasil", afirma o presidente do Ibram, José Fernando Coura.
Dentro do governo, a expectativa é que o dólar mais valorizado compense um recuo nos preços dos minerais e até mesmo no volume de vendas desse setor.
Assessores admitem, no entanto, que o sinal amarelo está aceso porque as exportações brasileiras, neste ano, já devem sofrer por causa das crises dos vizinhos Argentina e Venezuela.
Segundo um auxiliar presidencial, qualquer queda de venda em determinado setor pode afetar a balança comercial. A aposta, porém, é numa recuperação do setor de petróleo, responsável por boa parte da queda no saldo das transações comerciais brasileiras com o mundo em 2013 -quando o superavit comercial de US$ 2,5 bilhões foi o menor desde 2000.
Neste ano, até a terceira semana de fevereiro, a balança acumulava saldo negativo de US$ 6,7 bilhões, ante US$ 4,6 bilhões no mesmo período do ano passado.
Recuo Gradual
Coura, do IBRAM, não adota um tom alarmista nem culpa a indefinição sobre a votação do novo Código de Mineração pela queda na produção do setor no Brasil.
Ele diz que a mineração vai continuar se destacando nas exportações brasileiras. No ano passado, enquanto o superavit comercial do Brasil foi de US$ 2,5 bilhões, a balança do setor mineral foi positiva em US$ 31,967 bilhões.
O problema, segundo Coura, é que a mineração está perdendo espaço gradualmente, o que pode se agravar no médio prazo. Ele cita a previsão de investimentos para alertar que algo precisa ser feito para reverter o quadro.
Para o período de 2012 a 2016, o Ibram estimou investimentos da ordem de US$ 75 bilhões. Mas o montante cai para US$ 53,6 bilhões entre 2014 e 2018. Coura aponta a burocracia e os entraves ambientais como os principais responsáveis pela redução.
Causas
"A última mina de minério de ferro foi inaugurada no país em 2006", diz o presidente do Ibram. Enquanto isso, afirma, o Brasil perdeu para a Austrália a liderança na produção mineral no mundo.
O empresário defende regras mais claras na área ambiental. "O problema é que, no Brasil, parece que nada pode na área ambiental. Há uma demora infindável para se obter licenças", diz ele, acrescentando que o setor defende uma exploração sustentável ambientalmente.
Sobre o Código de Mineração, que divide governo, empresários e Congresso, Coura afirma que ele é apenas mais um ingrediente a causar incertezas no setor.
"Pior do que o código atual é não ter nenhum código", afirma o presidente do Ibram. O dirigente defende ainda uma solução negociada para a votação da proposta, que deve ficar somente para o ano que vem.

Lucas Prado Kallas

Folha de S. Paulo

Blog Lucas Prado Kallas -Previsão de investimento mineral no país é cortada em US$ 21 bilhões

O setor mineral brasileiro receberá US$ 53,6 bilhões em novos investimentos nos próximos cinco anos, até 2018. Esta é a previsão mais recente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A cifra até parece positiva quando o valor é olhado isoladamente. Mas é muito pequena quando se observa o potencial minerador do país. E parece ainda menor se comparada ao valor de dois anos atrás. A previsão era de US$ 75 bilhões para o período de 2012 a 2016. Hoje, os recursos previstos são 28,5% menores.
Os maiores cortes e suspensões de projetos têm sido feitos em operações de minério de ferro, até porque a commodity é responsável por 60% do total dos investimentos minerais do país. Recursos para projetos de ouro e cobre também têm encolhido, bem como aqueles que seriam direcionados para a produção de níquel e zinco.
A razão das quedas não é única, mas um conjunto de fatores que fizeram minguar o otimismo na mineração brasileira. Queda dos preços das commodities, burocracia excessiva para licenciamentos ambientais, escassez de capital e incertezas regulatórias formam o pacote de desestímulo.
O preço das commodities metálicas tem reduzido os retorno dos projetos, o que levou empresas a substituir planos de investimentos por cortes de custos e busca por eficiência. "Muitas passaram a trabalhar só com jazidas que permitiam preços mais competitivos", diz Martiniano Lopes, sócio-líder da PwC para recursos naturais.
minério de ferro, por exemplo, caiu 36%, de um pico de US$ 190 a tonelada em 2011 para perto de US$ 120 agora. Em 12 meses, cai 23%. No caso do ouro, a cotação caiu 17% em um ano e cerca de 45% desde 2011. Há, hoje, ao menos 14 projetos ou operações de ouro parados no país, principalmente de empresas de menores portes.
"Muitos projetos tinham sido planejados há quatro ou cinco anos, em outro patamar de preços. É natural que muitos estejam sendo revistos, em todo o mundo, até porque muitas empresas tiveram que dar baixas contábeis grandes", diz Bruno Rezende, da Tendências Consultoria. No Brasil, é o caso da AngloAmerican, que anunciou em 2013 uma baixa contábil de R$ 4 bilhões no projeto Minas-Rio.
O alumínio caiu ainda mais: 60% em quatro anos e 13% em um ano. Nesta cadeia, estão parados, por exemplo, a segunda fase do projeto de bauxita de Juriti (PA), da Alcoa, e projetos Norsk Hydro e da Votorantim Metais. "Há muitos casos de projetos engavetados no país, à espera de uma melhora dos preços. Podem não ser cancelados, mas deverão de um 'delay' de cinco ou até dez anos", diz Rezende.
Com uma escassez de capital projetos de mineração passaram a perder espaço para outros tipos de investimentos. Na bolsa de Toronto, por exemplo, as 1,6 mil empresas do setor mineral - 40 delas com projetos no Brasil - perderam 57% de valor de mercado em três anos, de pouco mais de meio trilhão de dólares canadenses em 2010 para 240 bilhões de dólares canadenses ao fim de 2013.
Além do preço dos metais e da escassez da capital, que atingem empresas em todo o mundo, o Ibram diz que o grande entrave do Brasil, hoje, é a burocracia ambiental. "A demora para a liberação de uma mina chega a dez anos. A própria Vale demorou uma década para obter as licenças todas do projeto S11D [minério de ferro]", diz José Fernando Coura, presidente do Ibram. Na visão dele, "faltam critérios" para a autorização dos projetos no país, e a demora para as licenças fazem com que os aportes demorem a acontecer.
No ano passado, foram concedidas 177 portarias de lavras no país, o menor número desde 2000, quando foram 300 concessões. "Em minério de ferro, essa demora fez com que a Austrália nos superasse em produção", acrescentou Coura. De uma participação de 20% na produção global do minério de ferro no início da década passada, o Brasil passou a 13% atualmente, de acordo com levantamentos do instituto.
A Austrália passou o Brasil em produção em 2008. Em 2013, o país produziu 525 milhões de toneladas de minério de ferro, 26% mais do que a produção brasileira. A tendência é de a diferença se ampliar. No ano passado, os australianos investiram perto de US$ 1,6 bilhão em exploração mineral, enquanto os investimentos brasileiros ficaram próximos de US$ 300 milhões, de acordo com a empresa de pesquisa SNL Metals & Mining.
O aumento recente do risco de racionamento de energia, a inflação dos custos de produção e a indefinição sobre o marco regulatório do setor fecham o quadro de entraves ao aumento de investimento em mineração no Brasil.
Lucas Prado Kallas

Valor Econômico