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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Minério contribui para elevar margem de ganho da Gerdau

lucas prado kallasO plano de verticalização da Gerdau começa a se refletir nos resultados e ganha força nas previsões da companhia para o ano. A siderúrgica comandada por André Gerdau Johannpeter divulgou na sexta-feira seu balanço, em que mostrou aumento da produção de minério de ferro, e destacou seus planos para o mais novo negócio - aços planos -, em Ouro Branco (MG). O objetivo é operar com até metade de sua capacidade instalada em 2014.
Além das duas operações, a companhia dá sequência a sua estratégia de diversificação com outros projetos, como o laminador de chapas grossas, também em Ouro Branco, a unidade de aços especiais na Índia, que entrou em funcionamento no ano passado, e a nova usina de perfis no México, prevista para operar em 2015.
No mercado de minério de ferro, a Gerdau informou que já vendeu 1,2 milhão de toneladas no ano passado a terceiros (volume excedente ao que consome na usina de Ouro Branco). Até 2016, pretende atingir 18 milhões de toneladas de produção total. No quarto trimestre, o maior volume de venda fez com que sua receita de exportações não sofresse com a redução das vendas de aço.
A atuação no início da cadeia vem contribuindo para elevar as margens da empresa. De 9,9% de margem Ebitda no quarto trimestre de 2012, passou para 13,3% no mesmo período de 2013.
Segundo André Pires, vice-presidente e diretor de relações com investidores, o aumento da produção de minério tem como destino principal o mercado externo. Mas isso não significa que não atenderá demanda interna, disse. Vai depender dos preços e da demanda, afirmou Pires em teleconferência.
A Gerdau não informou projeções de produção e venda de minério para este ano. Disse apenas que a operação de mineração será "relevante" e que falará mais sobre isso em maio, quando divulgará seus dados do primeiro trimestre, já separadamente no balanço. Em relatório, os analistas do Santander estimam que a empresa pode chegar a 1 milhão de toneladas por trimestre em 2014.
No ano passado, o grupo ampliou a capacidade de produção de minério de 6,5 milhões para 11,5 milhões de toneladas por ano.
No mercado de aços planos, André Gerdau disse que a empresa não será muito influente, mas que vai capturar ganhos. "Antes fazíamos e exportávamos placas, agora com as bobinas temos uma vantagem", afirmou, acrescentando que as margens da operação estão dentro da expectativa da Gerdau para o pagamento do investimento realizado. Segundo ele, a empresa imagina chegar a 40% ou 50% de utilização no laminador de bobinas a quente ainda neste ano. Isso significaria uma produção de 320 mil a 400 mil toneladas anuais, pois a capacidade é de 800 mil toneladas. No laminador de chapas grossas, previsto para iniciar operação no fim de 2015, a capacidade prevista é de 1,1 milhão de toneladas anuais.
A Gerdau terminou 2013 com receita líquida de R$ 39,9 bilhões, aumento de 5%, e Ebitda de R$ 4,8 bilhões, crescimento de 15%. O lucro líquido somou R$ 1,7 bilhão - maior 13%. No mercado de aço, a companhia produziu 18 milhões de toneladas em 2013, 5% a menos do que em 2012. Já as vendas de produtos caíram 0,5%, para 18,5 milhões de toneladas.

Valor Econômico

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Lide realiza 1º Fórum de mineração em Minas Gerais

lucas prado kallasBelo Horizonte reunirá especialistas para debater cadeia produtiva da mineração, políticas públicas e investimentos no desenvolvimento de ações sustentáveis
O 1º Fórum Brasileiro de Mineração debaterá, em 21 de fevereiro, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte (MG), questões, diretrizes e soluções para a área da mineração e suas vertentes. Promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e LIDE MINAS GERAIS, o Fórum reunirá cerca de 400 líderes empresariais e as principais personalidades do setor público e privado de diversos setores de atuação.
Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, e Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais, participarão da abertura encontro, juntamente com Marcio Ladeira, presidente do LIDE Minas Gerais, e João Doria Jr., presidente do LIDE.
O evento tem como objetivo promover amplo debate sobre questões vitais ao desenvolvimento sustentável, oportunidades, gargalos e desafios das cadeias de metais ferrosos, metais não ferrosos, metais preciosos e minérios para fertilizantes, além de gerar fundamental integração nas relações socioeconômicas entre organizações, entidades privadas e poder público.
Sustentabilidade será um dos temas discutidos em palestras por grandes nomes do setor. Thadeu Carneiro, presidente da CBMM – Cia. Brasileira de Mineração e Metalurgia discorrerá sobre o assunto com a presença dos debatedores Ricardo Vescovi de Aragão, presidente Samarco Mineração e Felipe Lima, diretor Promon Engenharia.
Para João Doria Jr., presidente do LIDE, o Fórum já nasce grande, pela importância e dimensão do tema. A mineração tem papel estratégico e econômico para o Brasil e especialmente para Minas Gerais. Os maiores nomes da mineração, empresários e autoridades, entidades públicas e privadas, fornecedores, compradores e exportadoras estarão em Belo Horizonte, discutindo o desenvolvimento sustentável do setor e seus principais desafios no Brasil.
O governador de Minas Gerais considera muito importante para a região sediar o Fórum Brasileiro de Mineração. “Minas Gerais responde por cerca de 50% do valor da produção mineral brasileira. O governo mineiro tem envidado todos os esforços para atrair indústrias de alta tecnologia, para agregar cada vez mais valor aos minerais extraídos em nosso solo”, declara Anastasia.
O Fórum Brasileiro de Mineração reunirá as principais autoridades, especialistas e empresários ligados ao setor mineral do país. “Será um momento ímpar para o debate do presente e futuro dessa importante atividade econômica do Brasil”, afirma Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte.
Grandes marcas da mineração e construção, assim como os principais prestadores de serviços e produtos do setor participarão deste importante Fórum. Com o apoio de ANGLO AMERICAN, CBMM, GERDAU, SAMARCO, FIEMG, ANGLOGOLD, CODEMIG, CNH e VALE, com colaboração de ANDRADE GUTIERREZ.
Sobre o Fórum
O Fórum Brasileiro de Mineração, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, debate questões, políticas públicas e o desenvolvimento de um dos mais importantes setores da economia brasileira. O fórum tem como objetivo promover amplo debate sobre questões vitais ao desenvolvimento sustentável, oportunidades, gargalos e desafios das cadeias de metais ferrosos, metais não ferrosos, metais preciosos e minérios para fertilizantes, além de gerar fundamental integração nas relações socioeconômicas entre organizações, entidades privadas.

Assessoria

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Portal da Mineração- Negócios: R$ 10 bilhões para projeto de bauxita

Lucas Prado KallasUma das maiores multinacionais de mineração do mundo deve anunciar ainda este ano investimento de cerca de R$ 10 bilhões na Bahia para produzir e beneficiar bauxita, mineral utilizado em abrasivos, cimento, produtos químicos e também na siderurgia.  Trata-se do maior investimento em bauxita do mundo. O anúncio, segundo fontes ligadas ao mercado de mineração, depende da análise da empresa sobre o desenvolvimento dos trabalhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do resultado da votação que vai definir o novo marco regulatório da mineração brasileira, em tramitação no Congresso.
50 municípios beneficiados
Não é só o volume de investimento que faz deste um projeto gigantesco. De acordo com as informações obtidas pela coluna, a multinacional encontrou bauxita em aproximadamente 50 municípios localizados nas regiões Sul e Sudoeste, por isso a importância da Fiol para o empreendimento. Consultada, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração confirmou que há um protocolo de intenções assinado entre o governo e uma mineradora estrangeira. E  não falou alegando cláusula de confidencialidade. O secretário James Correa, contudo, aproveitou para cobrar celeridade para a conclusão da Fiol. Segundo ele, um total de R$ 35 bilhões em investimentos de diversas mineradoras depende da ferrovia para ser concretizado.

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