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terça-feira, 11 de março de 2014

Lucas Prado Kallas -Após prêmio, CBMM quer seguir como empresa número um do Brasil

Lucas Prado KallasNo prêmio Melhores de 2013, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) foi eleita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) a empresa número um do Brasil. Tadeu Carneiro, presidente da CBMM, esteve recentemente em Araxá. Ele recebeu a equipe do G1 na empresa e contou como foi 2013 e as expectativas para o "Projeto de 2015", que visa aumentar a produção da companhia até o próximo ano. Tadeu também falou um pouco das histórias sobre as conspirações em torno do nióbio que rondam o Brasil.
Com quase 70 anos no mercado, atualmente a CBMM, situada em Araxá, no Alto Paranaíba, é considerada empresa-modelo. Ao longo dos anos, a companhia desenvolveu tecnologias voltadas para a produção de nióbio e hoje é a única empresa que oferece ao mercado mundial quatro produtos do metal: ferro-nióbio, óxido de nióbio, ligas de nióbio e nióbio metálico.
“Algumas vezes as pessoas distorcem a realidade e esquecem dos esforços que são feitos dentro do programa do nióbio”. Foi assim que Tadeu começou a conversa dentro de uma sala de reunião na CBMM. Segundo ele, ao contrário do que muitos pensam, para chegar onde estão, pesquisas e tecnologias foram desenvolvidas na empresa para transformar o minério em produto de valor agregado, criando até mesmo melhores condições de trabalho aos funcionários da empresa.
Tadeu explicou que apesar da companhia ter a mineração como parte da cadeia produtiva, a produção envolve 15 etapas de processamento para vender produtos de nióbio de alto valor agregado. “Por mais que trabalhamos com mineração, não vendemos minério, daqui só sai produto pronto para a siderurgia”, disse.
Segundo ele a primeira etapa consiste em retirar o óxido de nióbio do minério e chegar ao concentrado. Porém, de acordo com o presidente, para chegar a este resultado são várias etapas. “O minério passa pela moagem, separação magnética, flotação, até chegar ao concentrado. Temos que retirar ainda o enxofre, fósforo e chumbo. Existem vários passos para chegar neste concentrado”, explicou.
A partir do concentrado, saem os produtos comercializados pela CBMM. O principal produto em vendas da companhia, segundo Tadeu, é o ferro-nióbio que representa quase 90% da comercialização. Este é o produto usado na indústria siderúrgica, que utiliza esta composição como elemento de liga de aço. O ferro-nióbio é utilizado na fabricação de pontes, gasodutos, oleodutos e automóveis. Tadeu explicou que é isso que deixa o aço mais resistente. Tadeu contou que existem pessoas que acreditam que o nióbio deixa o aço mais leve, o que não é verdade. “O aço não fica mais leve, o que fica mais leve é a estrutura, pois é utilizado menos aço na composição”, comentou.
Nos automóveis por exemplo, com a utilização do ferro-nióbio, a estrutura do veículo fica mais resistente e usando menos aço, consequentemente mais leve. “Isso faz com que o carro consuma menos combustível e polua menos o meio ambiente. O raciocínio para a quantidade de nióbio utilizado é de 400 gramas por tonelada de aço produzido”, explicou Tadeu.
CBMM procura mercado para produção de terras-raras
Outros produtos da companhia representam 13% das vendas. O níquel de nióbio é aplicado principalmente em turbinas. Segundo Tadeu Carneiro, esta aplicação permite que a turbinas trabalhem em altas temperaturas. Já o nióbio metálico é aplicado em campos magnéticos. De acordo com o presidente, ele é utilizado em tomógrafos de ressonância magnética. O quarto produto comercializado na companhia é o óxido de nióbio, que é utilizado em lente óticas, baterias e catalisadores.
Ao todo, a CBMM exporta para 60 países, com destaque para a China, que atualmente é o principal produtor de aço no mundo. Mas, segundo Tadeu, todos os países são importantes nesse processo. “Nosso programa é muito detalhado e toma conta de muitos países ao mesmo tempo”, comentou Tadeu.
Expectativa da mina
Muitos já foram os números que rondaram a expectativa de vida da mina da CBMM. Mas Tadeu explica que a real perspectiva vai depender de como o consumo possa aumentar. “Na verdade, nossa reserva ainda não é totalmente conhecida. Nossa mina tem duas partes, em uma delas, o minério é chamado de intemperizado, aquele que a natureza ao longo dos anos o enriqueceu, e abaixo desse minério existe uma rocha que nós fizemos três furos de 800 metros e não chegamos ao fim dela. Acreditamos que temos nióbio para mais de 200 anos, mas vai depender da demanda e de conhecermos a mina”, explicou Tadeu.
Nióbio não é raro
No Brasil, além da CBMM, uma companhia em Catalão (GO) também produz ferro-nióbio. No mundo,  Rússia, Canadá e Austrália são países onde também há empresas produtoras do metal. Porém, somente a CBMM produz os quatro produtos para o mundo. Segundo levantamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM),  existe nióbio em vários outros países, porém são locais não explorados. Entre os países que ainda não possuem estudos das minas estão: Angola, Arábia Saudita, Uganda, dentre outros.
Segundo Tadeu, diferente do que muitas pessoas acreditam, o nióbio não é raro. “Existem concentrações de nióbio em todo mundo para fazer com que ele não seja considerado raro, porém poucos investem em estudos para explorar a mina. O nióbio conhecido e medido está, talvez, só no Brasil”, comentou.
Tadeu contou que muitas pesquisas foram realizadas para chegarem a utilidade do nióbio, o que faz o mineral um elemento essencial na fabricação do aço, porém, de acordo com o presidente, isso pode mudar. “Existe uma solução tecnológica em que o nióbio se mostra a melhor solução em condições atuais, agregando valor para o custo. Porém, se houver necessidade de outra solução, existe, basta pesquisar. O que faz com que o nióbio não seja insubstituível”, disse.
Em relação ao contrabando do nióbio no Brasil, Tadeu disse que seria impossível. “Sai 70 mil toneladas por ano de produto final daqui, quantidade que seria impossível contrabandear, além de sermos uma companhia que é fiscalizada rigorosamente”, comentou.
Projeto 2015
A CBMM divulgou um projeto em 2010 que visa aumentar a produção da companhia de 70 mil toneladas anualmente para 150 mil. “Ao longo dos anos, vamos adequar os gargalos de cada uma das etapas de produção e devemos atingir 150 mil toneladas entre 2015 e 2016. E outra parte da expansão é onde se coloca o rejeito. O investimento desse projeto para a companhia será de cerca de R$ 1 bilhão. O plano continua em pé e estamos seguindo adiante”, comentou Tadeu Carneiro.
De acordo com ele, em 2013, a empresa produziu, porém não expandiu. "Não crescemos como esperávamos, mas não decrescemos. Para 2014 esperamos crescer por volta de 10%", contou.

G1

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -CBMM se liga a universidades para identificar novos usos para nióbio

Lucas Prado KallasParceria da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) com universidades para identificar novas aplicações para o nióbio começa a dar resultados. A maior produtora mundial do metal se uniu à Rede Temática em Engenharia de Materiais (Redemat) para apoiar teses e dissertações que tenham o nióbio como tema de pesquisa. O primeiro trabalho, sobre o efeito do metal na ductilidade a quente do aço inoxidável, foi apresentado no fim de 2013.
Depois de quase dois anos desde seu lançamento, uma iniciativa de promoção da pesquisa avançada na área de Engenharia de Materiais começa a gerar os primeiros frutos em Minas Gerais. Criado pela CBMM, em parceria com o Centro de Tecnologia Senai/Cetec, o programa está apoiando o desenvolvimento de projetos em nível de mestrado e doutorado, principalmente junto à Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
Diretamente ligado à Redemat, o programa conta com a participação da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e já teve seu primeiro caso de sucesso. Apresentada no segundo semestre de 2013, a dissertação sobre os efeitos do Nióbio na ductilidade a quente do aço inoxidável marcou a conclusão do mestrado de Adir Garcia Reis.
Reis diz que o programa na Redemat-Ufop possibilitou grande contribuição à sua formação acadêmica. Em sua dissertação, ele agradece à CBMM “pela bolsa de estudos e pelo suporte financeiro”. Além de Adir, três estudantes desenvolvem seus projetos com apoio da CBMM, com trabalhos também ligados a aplicações do nióbio a materiais como os aços inoxidáveis.
Todos os projetos contam com a orientação de Margareth Spangler, doutora e especialista na área de Engenharia de Materiais e Metalúrgica e diretora do Instituto de Inovação em Metalurgia e Ligas Especiais do Senai/Cetec.
Especialista em microscopia eletrônica, Spangler diz que a ferramenta é fundamental na análise de experimentos dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes do programa, como o estudante Nilo Nogueira da Silva. Em fase de conclusão de seu mestrado, ele deve fazer a defesa de sua dissertação em março, também concentrando sua pesquisa em aplicações estruturais de aços microligados ao nióbio.
O convênio de cooperação entre a CBMM e o Senai/Cetec foi estabelecido em março de 2012, para realizar projetos de pesquisa em áreas de tecnologia de produção e aplicação de aços, sobretudo com a utilização de ferro nióbio.
Mais dois projetos devem ser concluídos em breve, ambos ligados a estudos de doutorado. Os trabalhos estão igualmente sob a coordenação da professora Margareth Spangler e um deles é fruto de pesquisa da estudante Flávia Vieira Braga, que investiga a influência do Nióbio na qualidade superficial dos aços inoxidáveis ferríticos. Com informações da assessoria de Comunicação Social da CBMM.

Notícias de Mineração Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Lide realiza 1º Fórum de mineração em Minas Gerais

lucas prado kallasBelo Horizonte reunirá especialistas para debater cadeia produtiva da mineração, políticas públicas e investimentos no desenvolvimento de ações sustentáveis
O 1º Fórum Brasileiro de Mineração debaterá, em 21 de fevereiro, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte (MG), questões, diretrizes e soluções para a área da mineração e suas vertentes. Promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e LIDE MINAS GERAIS, o Fórum reunirá cerca de 400 líderes empresariais e as principais personalidades do setor público e privado de diversos setores de atuação.
Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, e Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais, participarão da abertura encontro, juntamente com Marcio Ladeira, presidente do LIDE Minas Gerais, e João Doria Jr., presidente do LIDE.
O evento tem como objetivo promover amplo debate sobre questões vitais ao desenvolvimento sustentável, oportunidades, gargalos e desafios das cadeias de metais ferrosos, metais não ferrosos, metais preciosos e minérios para fertilizantes, além de gerar fundamental integração nas relações socioeconômicas entre organizações, entidades privadas e poder público.
Sustentabilidade será um dos temas discutidos em palestras por grandes nomes do setor. Thadeu Carneiro, presidente da CBMM – Cia. Brasileira de Mineração e Metalurgia discorrerá sobre o assunto com a presença dos debatedores Ricardo Vescovi de Aragão, presidente Samarco Mineração e Felipe Lima, diretor Promon Engenharia.
Para João Doria Jr., presidente do LIDE, o Fórum já nasce grande, pela importância e dimensão do tema. A mineração tem papel estratégico e econômico para o Brasil e especialmente para Minas Gerais. Os maiores nomes da mineração, empresários e autoridades, entidades públicas e privadas, fornecedores, compradores e exportadoras estarão em Belo Horizonte, discutindo o desenvolvimento sustentável do setor e seus principais desafios no Brasil.
O governador de Minas Gerais considera muito importante para a região sediar o Fórum Brasileiro de Mineração. “Minas Gerais responde por cerca de 50% do valor da produção mineral brasileira. O governo mineiro tem envidado todos os esforços para atrair indústrias de alta tecnologia, para agregar cada vez mais valor aos minerais extraídos em nosso solo”, declara Anastasia.
O Fórum Brasileiro de Mineração reunirá as principais autoridades, especialistas e empresários ligados ao setor mineral do país. “Será um momento ímpar para o debate do presente e futuro dessa importante atividade econômica do Brasil”, afirma Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte.
Grandes marcas da mineração e construção, assim como os principais prestadores de serviços e produtos do setor participarão deste importante Fórum. Com o apoio de ANGLO AMERICAN, CBMM, GERDAU, SAMARCO, FIEMG, ANGLOGOLD, CODEMIG, CNH e VALE, com colaboração de ANDRADE GUTIERREZ.
Sobre o Fórum
O Fórum Brasileiro de Mineração, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, debate questões, políticas públicas e o desenvolvimento de um dos mais importantes setores da economia brasileira. O fórum tem como objetivo promover amplo debate sobre questões vitais ao desenvolvimento sustentável, oportunidades, gargalos e desafios das cadeias de metais ferrosos, metais não ferrosos, metais preciosos e minérios para fertilizantes, além de gerar fundamental integração nas relações socioeconômicas entre organizações, entidades privadas.

Assessoria