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sexta-feira, 14 de março de 2014

Blog Lucas Prado Kallas -Olavo Machado Junior é reeleito na Fiemg

Lucas Prado KallasA indústria mineira precisa de igualdade de tratamento para poder se diversificar cada vez mais e aumentar sua contribuição ao desenvolvimento da economia do Estado. Esta é a avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Junior, reeleito ontem para mais quatro anos à frente da entidade.
Segundo ele, é grande o potencial das empresas mineiras. Porém, para que o mesmo seja aproveitado, é preciso que o governo adote medidas mais assertivas e menos centralizadas. "Nosso desejo, enquanto representante do setor no Estado, é que a indústria possa estar presente de maneira sólida no mercado nacional e internacional. Temos capacidade de ajudar a atividade no país, mas é necessário um esforço de todos para equalizar as condições de competitividade", diz Machado Junior.
Em seu primeiro mandato, que começou em 2010 e se encerra no dia 15 de maio, quando é comemorado o Dia da Indústria, foi dada prioridade, entre outras coisas, à questão da competitividade. Nesse sentido, o presidente da Fiemg destaca quatro ações realizadas nos últimos quatro anos. E adianta que na gestão 2014-2018 o trabalho será de continuidade.
"Nesse período, destacamos a implantação do Senai/Cetec, que visa à diversificação da nossa indústria; a escola móvel do Sesi/Senai, que leva oportunidade de trabalho a inúmeros mineiros; o Minas Sustentável, que representa o desenvolvimento consciente do Estado; e a segurança do trabalho, importante em todos os campos de atuação", enumera.
Machado Junior ressalta ainda que durante seu novo mandato à frente da entidade, o objetivo será manter estas e outras iniciativas, sem, no entanto, deixar de ousar na implementação de novas estratégias para alavancar e promover a valorização da indústria, defendendo os interesses do setor.
Por isso, conforme ele, o trabalho deverá ser focado tanto na área de tecnologia, na busca de melhores condições para investimentos, quanto na de recursos humanos, para proporcionar mais treinamentos e melhoras as condições de trabalho aos funcionários das empresas do segmento. Outro trabalho que deverá ser feito pela Fiemg é a busca por uma representatividade adequada na política.
Unanimidade - Machado Junior foi reeleito por unanimidade, pela primeira vez na história da entidade. Dos 136 sindicatos filiados, 133 estavam aptos a votar na eleição da nova diretoria. Dois justificaram a ausência, 131 se credenciaram para a votação e 128 presenças foram registradas. Todos os presentes votaram na chapa única, não tendo sido registrado nenhum voto nulo ou em branco.
Além dele, foram eleitos vice-presidentes: Aguinaldo Diniz Filho, Alberto José Salum, Carlos Mário de Moraes, Edwaldo Almada de Abreu, Flávio Roscoe Nogueira, José Batista de Oliveira, José Fernando Coura, Lincoln Gonçalves Fernandes, Luiz Fernando Pires, Petrônio Machado Zica, Ricardo Vinhas, Romeu Scarioli, Teodomiro Diniz Camargos, Valentino Rizzioli e Vicente de Paula Aleixo Dias.

Diário do Comércio

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Senai apresenta projeto de institutos de tecnologia para equipe do IBRAM

Lucas Prado KallasInstituto Brasileiro de Mineração (IBRAM – www.ibram.org.br) recebeu, na última sexta-feira (14) representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para debate sobre possível parceria entre os Institutos Senai de Inovação e as mineradoras que atuam em território nacional.
Durante o encontro, os representantes do Senai explicaram a atuação dos Institutos Senai de Inovação, que trabalham para aumentar a competitividade e a sustentabilidade da Indústria Brasileira, favorecendo a inovação para que processos, produtos e serviços se tornem mais competitivos e sustentáveis.
O objetivo da visita dos representantes do Senai foi discutir com o IBRAM possíveis parcerias com a indústria mineral, seguindo a premissa de fortalecer o setor industrial brasileiro. As parcerias visam facilitar o acesso das empresas a espaços que podem ser equiparados aos Centros de Pesquisa e Desenvolvimento mais avançados do mundo, que contam com pesquisadores de alto-nível e uma ampla rede de parceiros.
Para o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, “essa é uma excelente oportunidade para a indústria mineral brasileira e vai de encontro ao trabalho do IBRAM que busca, constantemente, fomentar a inovação tecnológica e a transferência de tecnologia em todas as áreas de desenvolvimento”.
Com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio de duas das maiores organizações de pesquisa aplicada do mundo, o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dos Estados Unidos, a expectativa é que estejam em funcionamento, até 2015, 25 Institutos de Inovação. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira.
Participaram da reunião os Especialistas em Desenvolvimento Industrial do Senai, Joner Oliveira Alves e Tatiane Sant’ana Guimarães, o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, a Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento, Cinthia Rodrigues, a Gerente de Assuntos Ambientais, Cláudia Salles e o Coordenador de Geologia e Mineração, Edmilson Costa.

IBRAM – Profissionais do Texto com informações do Senai

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Institutos do SENAI apoiam inovação e planejamento de sistemas eficientes de logística

Lucas Prado KallasCom investimento de R$ 45,5 milhões, os dois institutos, localizados em Santa Catarina, ajudarão a indústria brasileira a ganhar competitividade
O Instituto SENAI de Inovação de Sistemas de Manufatura, instalado em Joinville, e o Instituto SENAI de Tecnologia, em Itajaí, ajudarão a indústria brasileira a desenvolver novos produtos e processos. Inaugurados nesta terça-feira, 4 de fevereiro, os dois institutos integram a rede criada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para apoiar a inovação nas empresas e aumentar a competitividade brasileira.  Até o fim de 2015, deverão entrar em atividade 25 institutos de inovação e 60 de tecnologia, espalhados pelo país.
Com a rede, o SENAI reunirá equipes de especialistas no desenvolvimento de ideias inovadoras e competências. Eles atuarão em parceria com empresas, fundações de apoio à pesquisa e investidores. “Vamos valorizar não só a pesquisa acadêmica, como tem sido historicamente no Brasil, como também a pesquisa aplicada à indústria”, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na inauguração dos dois institutos em Santa Catarina.
Ele explicou que, para ganhar competitividade, o país precisa superar os gargalos na infraestrutura e reduzir a elevada carga tributária, medidas que dependem da ação do governo. Com os novos institutos do SENAI, a indústria está fazendo a sua parte, melhorando o ambiente para a inovação e a educação, complementou Andrade.
Os dois institutos catarinenses receberam R$ 45,4 milhões em investimentos. O de inovação, localizado em Joinville, a maior cidade industrial do estado, tem uma equipe de 35 profissionais, entre pesquisadores, consultores e administradores, e uma estrutura de quatro laboratórios para atuar nas áreas de projeto e simulação, engenharia reversa, metalmecânica, metrologia e plásticos. Neles, estão instalados equipamentos como a primeira máquina de microusinagem em operação no Brasil, capaz de produzir peças com dimensões de milésimos de milímetro, e a prototificadora metálica 3D, uma espécie de impressora 3D para objetos metálicos.
Estão previstos para 2014 seis projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, no valor total de R$ 5,3 milhões. A equipe está trabalhando no desenvolvimento de uma mesa de corte a laser de chapas metálicas de pequena espessura e no o desenvolvimento de máquina híbrida para corte chanfro, escovamento e medição de tubos e barras aplicada à indústria automotiva. Outro projeto é o desenvolvimento de uma máquina de microusinagem a laser.
O instituto deve beneficiar principalmente os setores de ferramentaria, automotivo, fabricantes de máquinas e equipamentos, e petróleo e gás. Outra proposta é começar a atuar com a indústria de próteses e instrumentos para a área de saúde.
Soluções em logística
Instalado em Itajaí, com quatro laboratórios, o Instituto SENAI de Tecnologia recebeu investimento inicial de R$ 9,7 milhões. A unidade oferece soluções em logística como a possibilidade de as empresas rastrearem produtos desde o início da linha de produção até a chegada ao consumidor. No setor de alimentos, por exemplo, isso assegura a qualidade dos produtos já que permite o acompanhamento das cargas no transporte até na armazenagem. Esse tipo de solução permite à indústria gerenciar melhor eventuais problemas durante o processo, tornando os processos mais eficazes e confiáveis.
Itajaí é a cidade portuária com a segunda maior movimentação de contêineres do Brasil. Com o início das atividades do Instituto de Tecnologia, o SENAI de Santa Catarina quer ampliar em sete vezes a capacidade de atendimento às empresas nessa área. Desde 2011, são realizadas, em média, 5 mil horas de serviços laboratoriais por ano. O objetivo é chegar a 35 mil horas anuais.  Para se ter ideia da necessidade desses serviços, um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) revelou que o custo da logística representa 18% do faturamento das empresas do estado. O modal rodoviário transporta 76% das cargas em Santa Catarina.
Parcerias internacionais
A rede de institutos de inovação e de tecnologia do SENAI receberá investimentos de R$ 2 bilhões. Desses, R$ 1,5 bilhão é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os outros R$ 500 milhões são de recursos próprios.  Na avaliação do diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, os institutos vão ajudar a indústria a adotar a saída mais rápida para se tornarem mais competitivas. “A inovação é o caminho para a segunda revolução industrial que o Brasil precisa fazer”, disse Lucchesi.
As empresas brasileiras poderão complementar o trabalho de seus próprios centros de desenvolvimento com os do SENAI, tendo assim respostas mais rápidas e econômicas para seus projetos de produtos e serviços inovadores. Nesse trabalho, o SENAI conta com a consultoria do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, para elaborar o planejamento, o dimensionamento e o gerenciamento dos institutos. A parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) auxiliou na criação de zonas de inovação – ambientes onde empreendedores encontram recursos tecnológicos e financeiros, além de possibilidades de estabelecer parcerias com outros atores interessados em inovar.

CNI