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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas - Beadell e Zamin retomam parceria para construção de linhão energético

Lucas Prado KallasO governo do Amapá retomou a parceria público-privada com a empresa Ferreira Gomes Energia e as mineradoras Beadell Brasil e Zamin Ferrous para a construção de uma linha de transmissão, que ligará os municípios Ferreira Gomes e Serra do Navio. O acordo ocorre por intermédio da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O investimento está estimado em R$ 82 milhões.
Em reunião no último dia 11, no prédio da Seicom, o projeto que levará energia aos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio foi apresentado às autoridades. Segundo o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço, a parceria estava parada por causa da troca de comando das empresas envolvidas no processo.
"Assinamos o Termo de Compromisso para realizar um estudo de viabilidade econômica e ambiental voltado à construção da linha de transmissão, porém, devido a um período de transição das empresas, tivemos que dar uma parada. Mas, devido à determinação do governador Camilo Capiberibe, voltamos imediatamente aos diálogos para que consigamos realizar o projeto", disse.
De acordo com o porta-voz da Ferreira Gomes Energia, Eduardo Sakamoto, será realizado um projeto básico da Linha de Transmissão, de 138kV, ao longo dos 119 quilômetros que dividem os municípios de Ferreira Gomes e Serra do Navio. "O custo do estudo inicial é de cerca de R$ 450 mil. Após análise, a obra poderá ser executada e o investimento total está estimado em R$ 82 milhões", afirmou.
O empreendimento é considerado indispensável para atender às mineradoras da região, mas também vai aprimorar o fornecimento de energia aos demais consumidores da CEA no município de Porto Grande, região do Cupixi, Vila Nova e Pacuí até os municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio.
Atualmente, a região conta com uma linha de transmissão de 69kV, que era de propriedade da Icomi e, após a saída da empresa do Amapá, foi devolvida ao Estado. Devido ao longo tempo para definir a propriedade da linha existente, ela ficou comprometida por falta de manutenção.
"Essa retomada da parceria público-privada representa muito para nós que aqui estamos instalados. Precisamos de energia de qualidade disponível para ampliar os projetos. Nós temos a satisfação de focar nesse projeto, que trará diversos melhoramentos para as empresas e toda a população", afirmou o porta-voz da Beadell, Romualdo Miranda.
No Amapá, a Beadell é proprietária dos projetos Tucano e Tartaruga e a Zamin é responsável pelo projeto Zamapa. As informações são da Agência Amapá de Notícias.

Notícias de Mineração Brasil

Portal Lucas Prado Kallas

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Projeto de minério de ferro da Zamin no Uruguai vai adiante

Lucas Prado KallasO presidente uruguaio Jose Mujica disse, nesta quinta-feira (23), que o projeto de minério de ferro Valentines, da Zamin Ferrous, vai adiante. Um impasse relacionado à aprovação de operações de mineração em grande escala, no Uruguai, fez com que o projeto ficasse parado desde agosto de 2013. Um contrato de investimento entre o governo e a Zamin vai ser assinado em fevereiro para oficializar a continuidade.
O projeto, avaliado em US$ 3 bilhões, vai ser operado pela Minera Aratirí, subsidiária uruguaia da Zamin. A empreendimento tem capacidade projetada de 18 milhões de toneladas por ano.
A respeito da polêmica criada pela população local sobre os danos ambientais que o projeto pode causar, Mujica disse que a extração de minério de ferro não exige o uso de substâncias químicas nocivas. O presidente acrescentou que, se o Uruguai não abrir as portas para empreendimentos desse porte, nunca vai aprender sobre mineração.
Alguns grupos de oposição ao projeto afirmam que a lei que permitiu a mineração em grande escala na América do Sul foi feita especificamente para permitir que o projeto Valentines fosse adiante.
O projeto da Zamin possui três fases de desenvolvimento, que incluem a construção de polpa e tubulações que vão conectar a mina ao porto de águas profundas que vai ser construído na costa do Oceano Atlântico, no Uruguai. Segundo o presidente, esse porto vai fazer com que a economia do país cresça consideravelmente.
Hoje, o Uruguai depende de Argentina e Brasil para a maior parte de suas exportações. Entretanto, no início deste mês, Mujica disse que o Brasil vai financiar 80% do projeto de US$ 500 milhões do porto de águas profundas e ajudar o Uruguai a ter seu próprio terminal.
O projeto Valentines tem recursos medidos, indicados e inferidos provados de 2,5 bilhões de toneladas, com mais de 260 mil metros de sondagem concluídos. O produto é um concentrado de magnetita premium com mais de 68% de ferro, menos de 2% de sílica e alumina e baixos níveis de outros contaminantes. A expectativa é que o projeto gere, por ano, US$ 1,4 bilhões em exportações, durante os 20 anos de vida útil da mina.
No Brasil, a Zamin tem as operações de Zamapa, no Amapá, de Susa, no Rio Grande do Norte, e Greystone, na Bahia.

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