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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Pöyry muda estrutura para crescer na América Latina

lucas prado kallasA Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia, reorganizou sua estrutura de operações na América Latina com o objetivo de crescer e se aproximar mais dos clientes na região. A empresa fortaleceu a atuação regional, tendo o Brasil como centro das operações. O executivo Marcelo Cordaro, que dirige a subsidiária brasileira, passa a ser responsável pela regional América Latina, que inclui uma unidade no Peru e em breve terá um escritório no Chile.
A mudança faz parte de uma decisão global do Grupo Pöyry de desenvolver mercado além da Europa, onde tem sede na Finlândia, e aumentar atividade em regiões como Ásia, América do Norte e América Latina, que têm crescido de forma expressiva.
“A Pöyry criou estruturas regionais e decidiu sair de uma linha de negócio focada apenas nos setores de atuação para atuar com um foco mais híbrido e regional. Este formato das operações permitirá nos aproximar mais dos clientes e desenvolver mais fortemente os mercados locais”, afirma Marcelo Cordaro.
 Com cerca de 800 colaboradores, a subsidiária brasileira, mais fortemente focada no setor industrial  devido à participação expressiva em papel e celulose -, ampliou sua atuação para as áreas de mineração e metalurgia desde 2012, na qual tem crescido em torno de 30% ao ano, e quer  ampliar a presença também na área de químicos e de biorrefinaria.
A unidade do Peru, por sua vez, conta com quase 60 colaboradores e atua fortemente em mineração e energia. No Chile, a previsão é abrir a filial local ainda este ano. A Pöyry já atende duas grandes empresas chilenas no Brasil ? a joint-venture da Arauco com a Stora Enso e a CMPC de Guaíba, ambas do setor de celulose e papel -, e com a nova estrutura, poderá atender companhias chilenas diretamente lá, com previsão de crescer ainda no setor de energia e meio ambiente.
Como parte da nova estrutura no Brasil, nas linhas de negócio, Márcia Mastrocola assume a área de Papel & Celulose, acumulando a diretoria de Engenharia de Processo. Nilson Niero assume a recém-criada divisão de Estudos & Projetos Especiais, e a unidade de Mineração & Metalurgia passa a ser liderada por Marcelo Xavier. 
Foi criada também uma área de Operações, que abrange as atividades de Engenharia, Gestão de Documentos, Tecnologia da Informação, Gerenciamento de Obras, Suprimentos e Controle de Custos e Planejamento. “O objetivo dessa nova configuração é aprimorar nossos diferenciais competitivos, como qualidade, inovação e entrega no prazo, bem como buscar uma maior produtividade”, acrescenta Cordaro.
Com um faturamento global de 650 milhões de euros em 2013, a Pöyry espera aumento importante na participação da América Latina na receita do grupo nos próximos anos. O setor de papel e celulose ainda estará em destaque, com previsão de crescimento expressivo na região nos próximos cinco anos, mas a estimativa é de que mineração, agronegócios e energia também tenham demanda crescente.

Pöyry

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Pöyry tem nova estrutura na América Latina

lucas prado kallasA finlandesa Pöyry desenhou uma nova estrutura para sua operação na América Latina, em linha à estratégia global de regionalização e aproximação com o cliente. Uma das principais prestadoras de serviços de consultoria e engenharia à indústria global de celulose e papel, a Pöyry abriu um escritório no Peru, de olho no potencial das áreas de mineração e energia, e em breve chegará ao Chile, onde o negócio de mineração é relevante.
As duas unidades ficarão sob o comando de Marcelo Cordaro, que já respondia pela presidência da operação no Brasil. "Estamos saindo da linha de negócios com base em setores para algo mais híbrido, com atuação regional e maior proximidade com o cliente", diz Cordaro, que acumulou a presidência da regional América Latina.
No ano passado, a Pöyry registrou receita global de € 650 milhões, e o Brasil respondeu por 12%. Cerca de 70% do faturamento no país originou-se na área de celulose e papel - a finlandesa está por trás de praticamente todos os grandes projetos de celulose.
Há pouco mais de um mês, a Suzano Papel e Celulose colocou em operação uma fábrica de celulose, no município de Imperatriz (MA), e a Pöyry participou desde o momento de concepção do projeto, em 2009, quando foi contratada para a realização de estudos ambientais. Nas próximas semanas, é a vez de Montes del Plata, joint venture entre Stora Enso e Arauco, começar a produzir celulose no Uruguai. Também esse projeto contou com participação da Pöyry.
Apesar da vocação da região para a celulose, outros segmentos começam a ganhar relevância, entre os quais mineração, agronegócio e energia. Nos próximos cinco anos, afirma o executivo, haverá retomada dos investimentos nesses setores e a região ganhará peso nos negócios do grupo.
Na esteira da nova estratégia, a área de celulose e papel no Brasil passou a ser comandada por Márcia Mastrocola. Marcel Moreno, que ocupava o cargo, passou a liderar a recém-criada área de Gerenciamento de Obras.
No Peru, o escritório da Pöyry emprega 60 pessoas. Neste momento, a empresa está concluindo um projeto para o metrô de Lima, embora a área de serviços públicos não seja mais de interesse da Pöyry. Já no Chile, onde pode haver "novidades" ainda neste ano, conforme Cordaro, mineração, projetos de geração de energia para mineradoras e tratamento de água e meio ambiente estão no foco.

Valor Econômico